quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Nos trilhos da amendoeira em Flor 2012 (Atrás dos coxos as pedras rolam - Parte II)

Meus amigos ontem senti-me um pouco como aqueles atletas que passam a época a preparar os Jogos Olímpicos e se lesionam nas eliminatórias que dão acesso às finais!...
Ontem tive um passeio para esquecer. O azar começou logo em casa: Durante a noite deixei o telemóvel a carregar. De manhã ao arrumar o carregador, através de acto instintivo, guardei também o telemóvel na gaveta.
Défice de atenção dirão vocês!
Sendo um dos telemóveis de apoio ao passeio imaginem o imbróglio!
Quando cheguei ao Estádio Municipal, por volta as 8,00 Horas deparei-me com a situação mais insólita que se possa imaginar: A entrega dos Dorsais estava a decorrer de forma caótica. Só com a sábia paciência do pessoal se superou a situação.
Passavam 15 minutos das 9,00 Horas quando se deu a bandeirada da partida.
Até ao topo da Marofa o pelotão foi-se alongando tal como pretendido, o que foi óptimo, já que a ideia era dispersar o pessoal de forma a evitar ajuntamentos na descida da via sacra, que era considerada uma zona de risco elevado. Mesmo assim não se evitaram algumas quedas, uma delas a deixar mazelas no amigo Marujo.
Logo após o Km 10 dou de caras com um "bttista" espanhol em apuros: Estava com um furo. Fazendo apelo ao espírito de entreajuda e de solidariedade que deve imperar nestas alturas lá desenrascamos o homem. Só que estraguei o fecho da minha bolsa de selim, que continha todo o meu material de apoio (câmara de ar, cápsulas de CO2, desmontas, alicate, etc. ...) que transferi para a mochila do Luis (chapeiro) que, entretanto, estava às costas do meu filho Pedro. Não mais me lembrei dela...
Até Penha de Águia, onde era o primeiro reabastecimento, o passeio decorreu sem qualquer contratempo. Aí fui encontrando velhos amigos com quem perdi breves minutos, pelo que a rapaziada de Figueira saiu ligeiramente à minha frente excepto o Condesso que me acompanhou.
Na Freixeda, como fazia calor, aproveitei para deixar o casaco em casa dos meus sogros, onde também ficaria a máquina fotográfica que estava num dos bolsos, pelo que fotos ...apenas as dos amigos.
Logo após o Km 20, no trilho que fazia a ligação entre a Freixeda e a estrada que liga Vale de Afonsinho a Algodres, mais um incidente: Um participante de Rio Maior partiu o quadro sua FOCUS pelo que se tornou necessário encaminha-lo para um carro de apoio. Foi ai que senti que estava sem telemóvel. Com estes contratempos o grupo de Figueira ia-se afastando ..
Nesta fase tinha por companhia o Bastos e o Condesso.
Resolvida a situação dirigi-me até Algodres, onde se fazia a separação de percursos.
A partir da separação de percursos deixei os companheiros de ocasião, que optaram pelo percurso curto (50 Km), e passei a ter por companhia quatro companheiros espanhóis, de Ciudad Rodrigo, que foram inexcediveis. Se até Almendra foi rolar a bem rolar, no final da descida que dá acesso à Quinta do Custódio um pau rebentou-me com o pneu traseiro. Sem nada para resolver a situação, valeram-me estes companheiros que demonstraram um espírito de entreajuda assinalável. Só que não deu para continuar, pois o pneu estava com um buraco de cerca de 2 cm. Como não tinha telemóvel e estava perto de Castelo Melhor fui andando nas calmas. A uns bons 100 metros da aldeia apareceu no meu encalce o jeep dos bombeiros com, imagine-se, seis ... bombeiros.
Esta situação deixou-me enfurecido (para não dizer outra coisa), pois o que tinha ficado previamente combinado com o comando era que a referida viatura deslocar-se-ia apenas com o motorista e um ajudante, de forma a permitir o transporte de eventuais bicicletas avariadas ou outras situações como quedas que inviabilizassem o prosseguir dos participantes.
Nós passeámos de bicicleta, os bombeiros passearam o Jeep!...
Não se julgue que estas insólitas situações acontecem apenas connosco. Já vi disto em passeios mais conceituados.
Uma vez em Castelo Melhor, telefonei à Cristina, que partilha a casa comigo já lá vão 20 anos, e que nestas situações funciona como uma espécie de assistência avançada.
Aqui lhe deixo as minhas rendidas homenagens!...
Junto ao cruzamento de Castelo Melhor, na E.N. 332, mais um insólito: Enquanto esperava pelo "carro de assistência" vejo um ciclista que se deslocava na sua montada pela dita E.N., no sentido Almendra/Foz Coa e que me deixou deveras curioso. Se tivesse dorsal certamente que seria um dos "nossos", se não tivesse seguiria o seu caminho. Qual não é o meu espanto quando reconheço o "Buli", que, sem dorsal, vinha sabe-se lá de onde ...
Ele há coisas!
Teve sorte: Apanhou boleia no Jeep dos bombeiros, até onde, não faço ideia.

Aqui ficam algumas fotos que saquei "à revelia" do blog do Bastos e outras que estão disponíveis no link abaixo indicado..


(A rapaziada esperando pelos dorsais)


(Esperando pelo sinal da partida)

(Na E.N. 221)

(Em direcção à Serra da Marofa)

(Em direcção ao S. Marcos)

(O autor do blog em ... grande estilo!!!...)

(O meu "puto" mais novo em acção)


(Aproximando-se ... demasiado do "tapete")


 (Palavras para quê ... o Ninja em acção)


(Os furos também fazem parte do passeio ...)

(Reabastecimento em Penha de Águia)

A dureza dos trilhos não perdoa. Que o diga este praticante de Rio Maior que viu o quadro da sua FOCUS literalmente partido. Meu bom amigo, faço votos para que a tua montada recupere o brilho de outros tempos e te faça sorrir novamente.

(Os amigos Zé e João Luís num momento de descontracção)


(O mais novo de todos os participantes. É com esta fibra que se fazem os campeões)


(Pessoal de Figueira em acção, com o meu "puto" mais velho do lado direito)

(A rapaziada num momento de descontracção, antes da descida para a estação de Castelo Melhor)


(2.º Reabastecimento, junto à desactivada estação de Castelo Melhor)

(Mais um belo momento de descontracção)


(O pessoal da Clube de Montanhismo da Guarda a chegar ao 2.º reabastecimento)


(O David consumindo as ultimas reservas...)


Video efectuado pelo "Ninja" brutal:: Aqui
Videos do pessoal de Foz Côa aqui e aqui

P.S. - Após a limpeza da bike constatei que os estragos não foram apenas no pneu e câmara, também se partiu a parte exterior da caixa do desviador traseiro. É caso para dizer que atrás dos coxos as pedras rolam ...

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Nos Trilhos da Amendoeira em Flor - Fitagens e poeira

Quinta feira, de tarde, sexta, da parte da manhã e hoje (que já é ontem), sábado, quase todo o dia, foram dias de marcação dos percursos.
Com a ajuda do Márcio (motorista)  eu e o Bruno, no meio de muita poeira, lá conseguimos terminar a "fitagem" dos percursos.
Algumas pequenas contrariedades, pequenas falhas, e sobretudo, com a falta de respeito pelo nosso trabalho, mas nada que comprometa.
Já faltam algumas fitas em Algodres, junto à Igreja Matriz, logo no inicio da Rua do Vale, não obstante terem sido colocadas por duas vezes.
Na Freixeda do Torrão, no Largo da Praça (junto fontanário), no enfiamento da Rua da Fonte Nova, também foram arrancadas.
Esperemos que o mesmo não tenha acontecido em Penha de Águia, Almendra e Castelo Melhor.
Era nossa intenção "testar" os percursos fitados por alguem que os desconhecesse na sua totalidade. Não deu.
Fora estes pequenos contratempos, alguns dos quais tentaremos solucionar amanhã bem cedinho, julgamos estarem reunidas todas as condições para a pratica da modalidade e, sobretudo, para termos um óptimo passeio. Vai estar um dia primaveril, com muito sol e temperaturas a rondar os 20 graus.
Pena que as amendoeiras não estejam em plena floração.
Mais quinze dias e ai estarão elas em todo o seu esplendor
Se tal acontecesse estou em crer que teríamos um passeio difícil de esquecer.
A adesão do pessoal superou as previsões mais optimistas, pelo que não podemos defraudar as expectativas daqueles que optaram por nos visitar.
A ausência de chuva transformou completamente os trilhos. Estão como se estivéssemos no pico do verão, com pisos extremamente agressivos e ásperos, em especial nas áreas das serras da Marofa (via sacra), Vieira e do S. Marcos, e com muita, mas mesmo muita poeira, em especial nos trilhos localizados em Almendra e Castelo Melhor, nos terrenos da Quinta do Custódio e em direcção à antiga estação de caminho de ferro. Muita poeira também nas Quintas da Granja e da Leda (Ferreirinha) e logo após o ultimo reabastecimento, na Quinta dos Picões.
Na parte final das marcações de hoje fizemos uma pequena sacanísse com o pessoal que vai optar pelo percurso longo (70 Km) "empurrando-os" para a água da Ribeira de Aguiar, junto à Quinta da Veiga, "barrando-lhes" o acesso ao pontão com umas enormes fitas. Será que alguns parolos se irão atirar à água?
Gostava de estar lá para ver os primeiros passar!...
Nem me dei conta das horas...
Num destes dias apresentarei uma crónica do passeio.
Para aqueles que nos vêem visitar, divirtam-se, e um óptimo passeio.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Atrás dos coxos as pedras rolam


Bem, ontem foi um daqueles dias para esquecer.
Como já vem sendo hábito a rapaziada do pedal reuniu no local do costume para mais uma daquelas voltinhas domingueiras.
Se na semana passada apareceram dez bravos para dar ao pedal, durante a semana o entusiasmo esmoreceu de tal forma que ontem o grupo era constituido apenas por quatro elementos: Eu, o Luis (chapeiro), o David e o Ricardo.
Como o Ricardo anda a fazer a recruta e está sem montada apareceu em minha casa por volta das 9,00 horas a fim de apanhar uma das bikes dos meus rapazes, que também meteram folga.
Aperta, desaperta, lubrifica, afina e desafina, esquece mochila, apanha mochila, o certo é que quando chegamos ao ponto de encontro - café "O Redondo" - já passavam alguns minutos das 9,00 Horas. 
Como havia sido previamente combinado, o objectivo proposto era cumprir, em tempo aceitavel, o percurso longo do passeio do próximo fim-de-semana. Só que os azares foram tantos que o mais que conseguimos foi efectuar o percurso curto (+/- 50 Km).
Ainda antes de marchar já o David, para não variar, substituia a camara da roda traseira.
O certo é que só por volta das 9,30 horas conseguimos largar amarras e deixar a vila para trás.
Até ao topo da Marofa a viagem correu sem sobressaltos e deu para ver que o pessoal tem andado a treinar.
(Tenho cá para mim que o amigo Luis anda fazer umas nocturnas para o lado da Ronca. Estarei enganado? aceitam-se apostas).
Como o Bastos anda entertido a mudar fraldas, quando chegámos à Marofa ainda tentei fazer uso da minha máquina fotografica para fazer uma pequena reportagem, só que a dita teimou em não funcionar e o melhor que consegui foram mesmo as duas fotos que mostro.
A Via Sacra está um espectaculo: A autarquia tem-se esmerado e ontem deu para ver que alguem mandou desmatar as laterais e como o piso está óptimo deu para abusar um pouco mais da velocidade.
Na "subida dos pinhos" o Ricardo (grande maçarico me saiu aquele gajo!...) conseguiu rebentar a corrente da bike. Como não dava para prosseguir lá teve que dar corda aos sapatos e inverter a marcha até Figueira. Como estava perto e em bom caminho, trocou de montada e foi ter connosco à Freixeda.
Na descida do S. Marcos foi a minha vez de furar. Com uma recarga de CO2 lá se resolveu transitoriamente o problema, que se veio solucionar na Freixeda com recurso a um compressor.
Conforme combinado, na Freixeda lá estava o Ricardo à nossa espera, que já tinha ido a virar a Vale de Afonsinho!...
A partir daqui foi sempre a rolar até Algodres onde, no Pêgo, digerimos umas "sandochas" de presunto com umas minis a acompanhar.
À saida de Algodres ainda esbarramos no "Zé Manel" que andava em solitário e não nos quis fazer companhia. Será que também anda a treinar à sucapa?
O pessoal do pedal anda muito misterioso!...
Daqui rolamos até Vilar de Amargo, de onde num desce e sobe chegámos à Ribeira de Aguiar.
Pouco passava das 14,00 horas quando embicamos no estádio municipal.
No próximo fim-de-semana temos o nosso 1.º passeio - Nos trilhos das Amendoeiras em Flor (que nos estão a pregar uma grande partida pois flor nem vê-la).
Atenção pessoal: Os pisos, devido à falta de chuva, estão muito duros e asperos, em especial os trilhos do topo das serras da Freixeda e S. Marcos. A descida do S. Marcos está extremamente violenta. Uma eventual ida ao tapete não deixará mazelas só no equipamento. Para a semana não irão faltar trilhadelas nesta zona, pois o pessoal gosta de andar a "meio ar". Vai ser bonito de vêr.


(Na Marofa - Inicio da Via Sacra)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Recordando Alpajares 2008

Já lá vão quase quatro anos que peguei num grupo de amigos e, com o apoio do municipio de Figueira de Castelo Rodrigo, que nos cedeu o autocarro e uma carrinha de caixa aberta para o transporte das montadas, os levei até Mazouco, de onde largamos em direcção a Freixo de Espada-à-Cinta, Penedo Durão, Assumadouro, Poiares, de onde descemos até à famosa calçada de Alpajares, terminando em Barca de Alva, onde estavam à nossa espera as viaturas que nos haviam transportado a Mazouco.
Passeio inesquecivel.
Lembro-me que os "ganda malucos"  do Zé Carlos e Paulo, pedalando desde Figueira, já estavam à nossa espera em Mazouco.
Da confusão que geramos na unica pastelaria que encontramos aberta em Freixo.
Das maluqueiras da rapaziada à espectacularidade do miradouro do Penedo Durão.
Da adrenalina da descida da Calçada de Alpajares.
Do suberbo arroz de cabidela que o Henrique Pego nos serviu em Algodres.
Resumindo: 50 Km de puro prazer e são convivio.

A grande maioria repetiu a brincadeira em 2009, efectuando o famoso "Sendero do Agueda" ou GR 14.1, entretanto descoberto. Qualquer dia escreverei sobre este mitico e inesquecivel passeio que liga Figueira C. Rodrigo a Barca de Alva, por Espanha.

Como recordar é viver, aqui ficam algumas imagens desse épico passeio:

(Foto de grupo no Penedo Durão - faltam alguns)


(O Zé Carlos em plena diversão...)


(Os manos Pedro e David Correia)


(A caminho do "Assomadouro", miradouro natural sobre o Douro)



(O Douro e Barca de Alva vistos do "Assomadouro")


(No miradouro do "Assomadouro")


(O grande "Olivas" posando para a camara!...)


(No "Assomadouro")



(Descendo em direcção à calçada de Alpajares)


(Na Calçada de Alpajares)

(Calçada de Alpajares)


(Descomprimindo e apreciando a Calçada)

Mais fotos aqui
Download do Track aqui

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O ceu é o limite


Tal como tem vindo a ser divulgado estou a preparar uma peregrinação a Santiago de Compostela em autonomia total.
Se tudo correr dentro da normalidade sairemos de Figueira de Castelo Rodrigo no dia 25 de Abril e regressaremos dia 1 de Maio p.f..
 Já tenho comigo 6 credenciais.
A avaliar pelo entusiasmo provocado no grupo cheguei a pensar não serem suficientes, mas à medida que a data se vai aproximando sinto que a excitação inicial se vai esmorecendo e estou em crer que à partida não seremos mais do que três ou quatro, no máximo.
Tendo já efectuado parte do Caminho Sanabrês (Bragança\Santiago) em 2009 reconheço que não irá ser tarefa facil. Mas como eu costumo dizer no btt não há impossiveis.
O céu é limite.
Com algum treino e muita força de vontade chegaremos, com toda a certeza, a Santiago.
(Santiago Matamouros - Igreja Matriz de Castelo Rodrigo)       É evidente que estou a tentar obter o máximo de
                                                                  informação sobre o caminho que iremos percorrer.
Não existe o Caminho de Santiago. Existem os caminhos de Santiago.
Se a motivação religiosa é o pretexto fundamental para se peregrinar, na idade Média também se peregrinava para ganhar indulgencias, para fazer penitência e até por encomenda e em nome de alguem que não podia fazê-lo em pessoa. Tambérm se peregrinava em cumprimento de delito criminal. Actualmente peregrina-se, sobretudo, por espirito de aventura. Mas uma coisa eu vos garanto: Quando chegamos a Santiago, à Praça do Obradoiro, o sentimento que se apodera de nós não é só aventura...
Vi peregrinos em final de peregrinação a chorar de ... emoção.
São momentos unicos.
Apodera-se de nós algo que nos transcende. Se isso é fé, não sei. Mas que é algo mexe connosco é.
Sempre me intrigou um pouco haver tantas marcas dos caminhos de Santiago na área do municipio de Figueira de Castelo Rodrigo e não se conhecer um "tramo" do Caminho. Em Escarigo, bem junto à linha de fronteira, a vieira está bem presente numa alminha localizada na Rua da Albergaria que tem alojado um painel de azulejos onde está expressa a seguinte mensagem: "O vós que ides passando, lembrai-vos das almas que estão penando".Curiosa inscrição que iremos encontrar algumas vezes ao longo do Caminho que agora nos propomos realizar.
O cruzeiro do Roquilho, em Almofala, a imagem do Santiago Mata-mouros existente na igreja matriz de Castelo Rodrigo, bem como a decoração de vieiras do seu interior, o cruzeiro sito à Cruz da Vila, e um outro existente na encosta virada a poente, no caminho que conduz à Fonte da Vila, são tudo manifestações dos Caminhos. Pena é que as nossas autoridades locais não potenciem uma investigação séria destes itinerários jacobitas e os incluam nos seus roteiros turisticos. Estou-me a lembrar que as antigas escolas primárias, à muito desactivadas por falta de alunos, com obras de pequena monta, se transformariam em optimos albergues.
Recentemente descobri umas setas amarelas que têm o seu inicio junto à igreja matriz  da vila e que, quanto a mim, estão no sentido contrario, pois os peregrinos medievais deslocavam-se, desde Salamanca, em direcção a Portugal, entrando em Escarigo e Almeida, dirigindo-se depois a Trancoso e Lamego, seguindo depois  o Caminho do Interior (Guimarães e Braga) até Santiago.
Após alguma pesquisa na NET vim a descobrir que essas setas, nos levam até Escarigo, em direcção a Espanha, por  La Bouza, Porto Seguro, San Felizes, e daqui a Ciudad Rodrigo, prosseguindo até Salamanca onde entroncam na Via de la Plata, o que até se me parece razoavel em virtude das estruturas de apoio ao peregrino existentes em Espanha.
Mas as minhas pesquisas não se ficaram por aqui.
Tal como disse antes, não existe o caminho de Santiago. Existem os caminhos de Santiago. E nós iremos fazer o nosso próprio caminho.
Usando um misto de percursos já conhecidos e desenhando o nosso próprio caminho julgo que não nos será dificil chegar a Sancti Spiritus (Salamanca). A partir dali senti algumas dificuldades em desenhar o percurso até Salamanca, a não ser por estrada nacional. No entanto, após alguma persistencia nas pesquisas e quase por mero acaso, esbarro num site espectacular sobre o Camino Torres, que por completo desconhecia. Não vou perder tempo a descrevê-lo. Deiam uma vista de olhos aqui.
Os caminhos jacobitas na maioria das vezes seguem as antigas vias romanas. Veja-se a Via de la Plata.
Depois do que pesquisei tornou-se evidente para mim que se quisesse ser rigoroso teriamos que seguir o Caminho de Torres, que mais não é do que um caminho secundário que vai entroncar no Caminho do Interior português, que apanhariamos em Almeida, em direcção a Lamego. Só que nos faltam as estruturas de apoio existentes em Espanha, tais como os albergues que temos na via de la plata ou no caminho sanabrês.
Assim, a ideia é partir de Figueira em direcção a Almofala, Escarigo, La Bouza, Porto Seguro. Em Porto Seguro desceremos até à Ponte dos Franceses, sobre o Agueda, prosseguindo depois até San Felizes, Bañobárez, Sancti Spiritus e daqui, tomando o "Camino Torres" (ou via Dalmácia), até Salamanca, onde pernoitaremos, para no dia seguinte iniciar a Via de la Plata.

Resumo das Etapas:

1.º Dia: 25 de Abril de 2012 – Figueira\Salamanca (+/- 143 Km) - Trajecto de dificuldade baixa
6,00 Horas – Saída de Figueira, Junto à Igreja Matriz

2.º Dia – Salamanca\Zamora\Tabara (+/- 113 Km)
Neste 2.º dia iremos tentar chegar a Santa Croya de Tera onde, ao contrário de Tabara, o albergue é excelente, só que teremos prolongar a etapa até ao 134 Km (vamos ver se conseguimos pois a etapa é bastante roladora).

3.º dia – Tabara (ou Santa Croya de Tera)\Puebla Sanábria (+\- 92 Km, ou um pouco menos se sairmos de Santa Croya de Tera)

4.º dia – Puebla Sanábria\Laza (+/- 90 Km)

5.º dia - Laza\Orense\Cea (+/- 77 Km)

6.º dia - Cea\Laxe (+/- 70 Km)

7.º dia Laxe\Santiago (+/- 54 Km)

Estas etapas são meramente indicativas: A ideia é tentar fazer mais km nos primeiros dias, de forma a que possamos encurtar distancia nos últimos três dias, onde o acumulado ascendente se faz sentir de forma muito acentuada.

Tentaremos pernoitar sempre em Albergues de Peregrinos.

Tal como já foi dito, está previsto um encargo diário de 30 euros (Pequeno Almoço, reforços alimentares, Almoço, Jantar e dormidas).

Aqui ficam algumas imagens das marca dos caminhos jacobitas, na área do municipio de Figueira de Castelo Rodrigo:

(Antiga albergaria - Escarigo)


Alminha - Escarigo


                                                         (Cruzeiro do Roquilho - Almofala)




                                 (Cruzeiro - Castelo Rodrigo - encosta poente (Caminho que leva à Fonte da Vila)




                                                                      (Cruzeiro - junto a Escarigo)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O meu GPS


Tenho sido abordado várias vezes sobre a utilização do GPS, quer na marcação de trilhos, para posterior utilização, quer na  importação ou exportação para outras ferramentas.
Actualmente sou detentor de um Etrex Legend Hcx, da Garmin, identico ao que é mostrado na imagem.
Já não estou certo quanto desembolsei por ele mas deve ter  custado cerca de 120,00 €, acrescido de portes.
Considero, não obstante alguns pequenos defeitos, a máquina perfeita para a utilização que dele pretendo, tendo em atenção o seu custo/beneficio.
Existem três formas de obter trajectos: Ou os gravamos nós próprios à medida que os vamos efectuando, importamo-los directamente da NET, ou projectamo-los usando determinadas ferramentas (google earth, p.e.).
As ferramentas que utilizo são estas: Mapsource, que é uma ferramenta da Garmin incluida na aquisição do GPS, o Google Earth e um dos melhores sites que eu conheco para traçar percursos de bicicleta (e não só) que é o GPSies.com. Por vezes também utilizo o GPS Trackmaker que é uma ferramenta muito util quando quero visualizar mais do que um trajecto no ecran do GPS. São estas as ferramentas que eu utilizo  no meu PC para optimizar a utilização do GPS.
O GPS gera dois tipos de ficheiros: gpx ou gdb. Como é que distinguimos uns e outros? Simples: No GPS o trajecto que visualizamos no ecran é sempre do tipo gdb que é aquele que o aprelho "lê". O que grava no cartão de memória é sempre do tipo gpx. Tenham sempre isto em atenção.
Embora o Mapsource disponha de uma ferramenta para desenhar trajectos não é de facil utilização, a não ser que se tenha cartografia própria, o que não acontece no meu caso. Mesmo assim desaconselho.
A minha ferramenta de eleição é Gpsies.com. Aqui eu posso pesquisar trajectos, criar trajectos, enviar os meus trajectos (tracks) para que outros os possam importar e converter trajectos.
Por exemplo é uma óptima ferramenta para converter trajectos em formato kml ou kmz (google earth) para gpx.
A maior dificuldade que se poderá verificar é na transferencia de "tracks" para o GPS e visualiza-los no ecran do mesmo.
Ao abrir um ficheiro do tipo gpx (Mapsource) vai-lhe aparecer uma caixa do lado esquerdo do munitor. Clicando em cima de cada um desses campos irá visualizar os mapas, os pontos de pssagem, as rotas e as localizações. Quando clica em "localizações" vão-lhe aperecer uma série de funcionalidades tais como: nome do trajecto, pontos, hora de inicio, tempo decorrido, comprimento, etc.. Por baixo do "nome" vai-lhe aparecer um trajecto com uma determinada designação. Clicando sobre esse trajecto vai-se-lhe abrir uma nova janela com as propriedades do trajecto selecionado. Ai pode alterar o nome do trajecto, definir a cor para efeitos de visualização, inverter o sentido do mesmo, filtrar (eliminar automaticamente alguns pontos de forma a não desvirtuar o trajecto), ver o seu perfil e mostrar o trajecto no mapa. Para poder visualizar o trajecto no seu GPS terá de alterar o nome do trajecto para "ACTIVE LOG xxx" em que xxx será uma sequência de três algarismos. por exemplo ACTIVE LOG 001. Só desta forma conseguirá visualizar o trajecto no GPS após a sua transferencia. Se não proceder desta forma o trajecto irá para o arquivo de trajectos e terá que usar outras funcionalidades do GPS para o poder visualizar o que se torna bem mais complicado.
Caso pretenda transferir mais do que um trajecto no GPS e os queira visualizar no ecran é um pouco mais complicado. Eu uso o seguinte truque: Usando o Mapsource envio os tracks para o GPS. depois exporto-os para o GPS Trackmaker e apago-os no aparelho GPS, e do Trackmaker envio-os novamente para o GPS e aí estão eles prontos a servir de guia. Nunca falha. Este esquema é util quando se pretende introduzir um trajecto alternativo ao previamente definido.
No essencial é isto. Instale estas aplicações no seu PC e vá treinando.
Todas estas ferramentas são similares e complementam-se entre si. Com todas elas pode ver os tracks no Google Earth. O Mapsource é de muito fácil utilização. Possui ferramentas que lhe permitem eliminar partes de um trajecto, inserir pontos de passagem, separar trajectos, unir trajectos etc. etc.
Bons passeios.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Nos Trilhos da Amendoeira em Flor - I passeio de BTT

O Municipio de Figueira de Castelo Rodrigo, em parceria com a Casa da Cultura E.M., vai promover no próximo dia 26 de Fevereiro o seu primeiro passeio de btt.
O desafio foi-nos lançado e aqui estou a apresentar este evento.
Este passeio é, essencialmente, direcionado a praticantes da modalidade já com alguma experiencia e apresenta dois niveis de dificuldade:
O percurso longo com cerca de 70 Km e 1700 m de acumulado ascendente, a exigir boa forma fisica, que de 1 a 5 eu classificaria de 4 e um percurso mais curto, projectado a pensar nos menos bem preparados, com cerca de 50 Km, com um acumulado ascendente de pouco mais de 1000 m.
Já fiz o reconhecimento de ambos os percursos, que têm traçados comuns no seu inicio e final.
É evidente que as partes mais espetaculares estarão no percurso longo.
Portanto, meus amigos, é treinar no duro e aparecer.
Aqui ficam os tracks e algumas imagens, obtidas durante o reconhecimento do percurso longo.

(Na serra da Freixeda)



                                           (Entre Algodres e Almendra)


                             (Nos vinhedos da Quinta do Custódio - Castelo Melhor)


                                       (Deixando Castelo Melhor)


(Amendoeiras em Castelo Melhor. Esperemos que estejam em plena floração)


(Soberba paisagem sobre o Douro - plantação de novas vinhas)


(Vista da estação de Castelo Melhor)

(Ponte Ferroviária sobre a Ribeira de Aguiar - vamos passar por cima)


                                          (Passagem pela ponte ferroviária...)


(Douro vinhateiro - Quinta de Leda)


Link para visualizar altimetrias e download dos tracks aqui