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terça-feira, 18 de março de 2014

Nos trilhos da Amendoeira em Flor (2014)

Esta volta nasceu do repto que o Carlos Russo lançou na rede social Facebook. 
Acertou-se a data e elaborou-se um cartaz virtual cujo resultado é o que é mostrado ao lado.
Passeio não organizado, «onde se garantia convívio entre o pessoal que gosta de fazer BTT, recriando o tradicional passeio "No trilho das amendoeiras em Flor" - Aberto a toda a gente que tenha vontade de fazer uma visita ao nosso concelho, passando pelas fantásticas paisagens do Rio Douro na altura em que estas tão "pintadas" pela flor da amendoeira».
Mais elucidativo e objectivo era impossível!
Não estávamos à espera de uma grande enchente de praticantes da modalidade, nem era esse o objectivo!... Até porque a divulgação foi circunscrita àquele grupo de amigos que dificilmente se recusaria a participar. Mesmo assim ainda se juntou um grupo de 17 praticantes, na sua grande maioria de Figueira C. Rodrigo, é certo. 
Tivemos o prazer de ter entre nós alguns praticantes (amigos) de Pinhel, Guarda, Castelo Branco e, pasme-se, três valentões amigos de Aldeadávila de la Ribera (Espanha) que palmilharam 160 Km para se juntarem a nós.
A ideia inicial era recriar o passeio do ano passado adaptando-o à medida dos menos bem preparados ou de outros incidentes, de forma a que todos percorressem os cerca de 70 Km idealizados.
E que passeio nós fizemos.
Após a toma da matinal cafeína os participantes foram-se concentrando junto ao Pavilhão dos Desportos.
As 29ers apareceram em toda a força: O "Jons" e o Tiago Barata vieram expressamente da "capital" p/ nos apresentar as suas recentes aquisições. Ainda cheiravam a tinta. O Tiago Pena aproveitou o evento p/ limpar as teias de aranha da sua muito exclusiva Corratec. Consta-se que este último se apresentou ao final do dia num estado lastimável. Eu não vi nada, pelo que me abstenho de comentários!...
A estas ainda se juntou a Scott do "Tuna" e a Stumpjumper do Carlos Figueira que, apesar de recentes, andam já muito rodadas.
Pouco passaria das 9,00 horas quando, em jeito de aquecimento, zarpámos em direcção à Serra da Marofa para fazermos a famosa "Via Sacra" que viríamos a encontrar meia despida pois deparámo-nos com uma enorme mancha de pinhal cortada. O que não deixou de produzir uma sensação estranha em todos os participantes.
Quando chegámos a Penha de Águia já o grupo ia dividido mercê de um mal entendido. Reagrupados ali fizemos o primeiro reabastecimento.
A partir dali começam os incidentes. Que o diga o Zé Luís que ainda não tinha chegado a Vale de Afonsinho e já se via a braços com um valente furo. Nem a Sr.ª dos Caminhos, muito próxima,  lhe valeu!.
Até Algodres a progressão fez-se por alcatrão. 
Como já estávamos um pouco atrasados omitimos a paragem em Algodres, no "Escondidinho"! Falha grave é certo mas teve que ser assim até porque logo a seguir, junto à "Fonte Cabeço" o Zé Luís reincidiu com um novo furo e que o viria, aliás, a deixar algo reticente em continuar. Contrariado e extremamente receoso lá prosseguiu com os restantes e disso não se viria a arrepender.
Ainda antes da passagem, pelas famosas poldras, da ribeira de Algodres, e em trilho extremamente técnico o Luís (chapeiro), ao vivo e a cores, brindou-nos com uma valente cambalhota, que lhe viria a provocar um ligeiro empeno no "desviador" de trás. E que pelos vistos já não era a primeira!...
Ah grande Luís, sempre a reinar com a malta!...
E nas poldras, sobre a mesma ribeira, também eu viria a fazer uns "riscos no cromado". Só que como vinha à frente poucos se deram conta! ....
Mas as marcas eram demais evidentes!
Aqui também a Patrícia viria a experimentar as agruras do terreno pois viu-se obrigada a inverter a posição da sua montada a fim do Carlos Figueira lhe reparar um incomodativo furo.
Mulheres!...
Até Castelo Melhor nada de relevante a assinalar.
Aqui alguns aproveitaram para reconfortar a "malvada".
O João Quadrado e ... o Tiago Pena são autenticas máquinas de enfardar!
Castelo Melhor (Vila Nova de Foz Coa) integra o roteiro das "Gravuras do Coa", onde existe um núcleo de interpretação e isso sente-se na aldeia, em especial nos cafés, sobretudo no que está na parte mais alta que vem praticando preços proibitivos. Tenham, pois, cuidado. Procurem o que está nas proximidades da igreja, bem junto da sede da Junta de Freguesia, pois ali sempre se praticam preços bem mais comedidos.
De Castelo Melhor, seguindo na direcção da capela de Santa Barbara, onde não chegámos, prosseguimos por largo estradão, de construção recente, até à desactivada estação ferroviária, na margem esquerda do Douro.
Autentica varanda sobre o Douro.
Deve ser dos locais mais espectaculares de todo o alto Douro Vinhateiro. 
Os socalcos recentemente esculpidos, os vinhedos da Quinta da Granja (Ferreirinha), a Ponte Ferroviária sobre a foz da Ribeira de Aguiar, a antiga estação, completamente abandonada e já em ruínas, conferem ao local uma beleza ímpar.
A Ribeira de Aguiar é transposta pela antiga ponte ferroviária, por onde temos acesso directo à Quinta da Granja.
O casario da Quinta é composto por um enorme e espaçoso terrado, circunscrito por laranjeiras, sempre carregadas de suculentas laranjas que, por enquanto, nos vão servindo se sobremesa.
Até um dia!...
 Transposto o último portão da Quinta foi a vez do Tiago Pena sentir o aro a bater directamente no solo (pois é meu bom amigo produtos exclusivos, furos exclusivos!).
A partir do Douro foi penar a bem penar até Escalhão. De premeio, entre outras, as quintas do Seixo Amarelo, Boavista e Picões.
Já nas proximidades de Escalhão foi a vez do Carlos Figueira fazer uso da câmara de ar suplente.
Em Escalhão breve pausa para hidratação e ... outros reencontros familiares!...
A Ribeira de Aguiar, a meio caminho entre Escalhão e Figueira C. Rodrigo, foi transposta pela antiga Ponte Romana.
Eram 17,00 horas quando demos por finda esta aventura pelo Douro, onde o odor da flor das amendoeiras (e dos furos) esteve sempre presente.
Os forasteiros tomaram reconfortante banho no Pavilhão dos Desportos, seguindo-se o repasto (grelhada mista e javali) no restaurante "O Dias".

A melhor época do ano para pedalar por estas bandas.

Algumas imagens:


(Atingindo o topo da Marofa - Foto de Carlos Figueira)


(A Via Sacra sem a "roupagem" característica dos pinheiros)



 (Voando baixinho, no terminus da Via Sacra - Foto Carlos Figueira)


(Alcançando o topo da serra da Vieira\Freixeda - Foto Tó Bastos)


(Aproximação a Penha de Águia - Foto Tó Bastos)


(Em Penha de Águia)


(Nos trilhos da GR 22, entre Penha de Águia e Vale de Afonsinho)


(Em Vale de Afonsinho - Foto Tó Bastos)


(Na E.M. Vale de Afonsinho\Algodres)


(Em Algodres)


(O Zé Luís submetido a trabalho extraordinário!)


(Atravessando a Ribeira de Algodres)


(O Carlos Figueira submetido a trabalho Extra!)


(O trio espanhol de Aldeadávila de la Ribera)


(Reparando os estragos, com a ajuda do Zé Luís!)

(Em plena GR do Vale do Coa, antes de Almendra)


(Chegando a Castelo Melhor)


(Amendoeira em flor)


(Os "cotas")

(Atravessando a Ribeira de Aguiar - Foto Carlos Figueira)


(Entrando nos domínios da Quinta da Granja - Foto Carlos Figueira)

(Os "cotas" numa soberba interpretação! - Foto Carlos Figueira)


(Fazendo uma "pausa" no terraço da Quinta da Granja - Foto Tó Bastos)


(O "Jons" submetendo-se a trabalhos forçados! - Foto Tó Bastos)


(Reabastecimento junto ao monte da Calábria)


 
(Quantas centenas de primaveras terá este belo exemplar de oliveira?)




(Típica paisagem Duriense)


(Ao fundo a Quinta dos Picões)


(Fonte ou bebedouro?)


(O Carlos Figueira também teve a sua dose de trabalho extra!)


(Chegando a Escalhão)


(Quando elas mandam!...)

(Ponte romana sobre a Ribeira de Aguiar)

(A foto de família)


Fica, também, um vídeo da autoria do Carlos Figueira:




Resumo do dia:



Podem visualizar ou descarregar o TRACK do percurso aqui

terça-feira, 12 de março de 2013

II PASSEIO "NOS TRILHOS DA AMENDOEIRA EM FLOR" 2013 PRECIOSO

Antes de mais quero alertar aqueles que seguem as minhas crónicas que eu sou um pouco suspeito para "falar" deste evento, pois não se pode ser juiz em causa própria! 
A selecção dos percursos foi da minha inteira responsabilidade.
Para que nada faltasse aos (verdadeiros) actores foi necessário implementar uma estrutura de apoio deveras impressionante.
Estiveram directamente envolvidas no evento cerca de 30 pessoas, onde se incluem motoristas, bombeiros e outro pessoal, 10 viaturas (4x4, ambulâncias e outras de apoio), e consumiram-se 150 Kg de bananas, 15 Kg de maças, 50 kg de laranjas. 700 sanduiches, 500 barras energéticas, 500 garrafas de água (0,33 cl), 5 cx de cerveja (0,25 cl).
 À data do fecho a Organização contabilizou 193 inscrições confirmadas.
As fortes e intensas chuvadas da noite de 9 de Março e as negras previsões meteorológicas intimidaram alguns. Não obstante este cenário compareceram na zona da partida 152 atletas, dos quais 58 vindos da vizinha Espanha.
O Secretariado abriu às 8,00 e poucos minutos passariam das 9,00 horas quando foi dada a bandeirada da partida.
Depois de uma pequena "volta de cortesia" pelas principais avenidas da vila e em jeito de aquecimento seguimos até à Serra da Marofa, onde estava instalado o 1.º controlo, de encontro à famosa Via Sacra, que descêmos sensivelmente até meio, até acertar com as marcações que nos indicavam o sentido poente onde, por frenética descida, chegámos à Sarzeda para apontar à 2.ª subida do dia. Seguindo-se a passagem pelas Serras da Freixeda e do S. Marcos, onde tomamos a 1.ª dose de adrenalina até Penha de Águia e Vale de Afonsinho para o 1.º reforço do dia e onde eu cheguei deveriam ser umas 10,30 horas.
Até Vale de Afonsinho, embora pesados, os trilhos estavam dentro do limite do aceitável. É certo que havia alguma "borrasca" mas nada de relevante.
Em Vale de Afonsinho flectimos ligeiramente a nascente, por trilho paralelo à E.M.  por onde fizemos a ligação até Algodres. Ainda se criou a ilusão de que o pior já teria passado, pois o terreno arenoso lá ia conseguindo absorver a água caída durante a noite. Mas a ribeira que tivemos de transpor de imediato nos chamou à razão. E a partir daí foi lama e mais lama e mais...lama.
Em Algodres deu-se a separação de percursos, tendo eu optado pelo percurso longo.
Alguns ainda aproveitaram para dar banho e lubrificar as montadas.
Para os que optaram pelo percurso curto foi o inicio de um longo calvário. Logo à saida de Algodres água até aos joelhos. Situação que se prolongaria quase até aos Picões, apenas com algumas interrupções muito pontuais.
É certo que alguns ainda se entusiasmaram com uma longa e rápida descida, precedida de uma pedragosa e ingreme subida, a que se seguiu um singletrack para os mais afoitos. Para os restantes a opção foi o desvio. A partir daqui o percurso teve que ser alterado pois a Ribeira de Aguiar apresentava-se de tal forma revoltosa que inviabilizou qualquer tentativa de passagem. Não restou outra alternativa que não fosse prolongar o trilho até à Quinta da Veiga e aí transpor a Ribeira pelo pontão até aos Picões, onde se dava a junção de percuros.
Para os que optaram pelo percurso longo após a separação, os trilhos foram coincidentes com a GR do Vale do Coa até Castelo Melhor. Do melhor p/ os amantes de um btt mais agressivo e onde eu fui ao "tapete" logo no inicio daquele brutal singletrack que nos levaria até à ribeira de Algodres, que transpusemos pelas poldras. No entanto a água nem a todos intimidou. Que o diga um amigo espanhol que se atirou de cabeça para um banho voluntário. O difícil foi sair!
Brutal a descida que nos haveria de conduzir até à estação (desactivada) de Castelo Melhor, bem junto ao Douro, onde tínhamos à nossa espera o 2.º reabastecimento. A paisagem é soberba. Eis-nos no coração do Douro vinhateiro..
Ninguém ficou indiferente a este trecho do percurso.
A Ribeira de Aguiar, super brava, é transposta pela velha ponte ferroviária para de imediato entrarmos nos domínios da "Ferreirinha" (Quintas da Granja, do Castelo e da Leda, actualmente propriedade do grupo Sogrape) até desembocarmos no estradão que nos haveria de conduzir até Barca de Alva, onde não chegamos, flectindo, antes à direita, ao longo da ribeira de S. Cibrão, por trilho ascendente até à Quinta dos Picões, onde estava instalado o 3.º reabastecimento e se dava a junção dos percursos.
A subida até aos Picoes, embora não sendo dificil parece nunca mais ter fim e da parte que me tocou já foi feita debaixo de chuva e intenso granizo. Assim como toda parte final logo após Escalhão.
Mas mesmo assim atrevo-me a dizer que adorei repetir estes espectaculares trilhos, desta vez feitos na companhia dois velhos companheiros e amigos: O Zé Luís e o Eduardo. De quando em vez ainda se juntava a nós numeroso e ruidoso grupo de espanhóis.
Para recordar.


Algumas imagens do evento:


(De Espanha veio uma poderosa armada ... com impressionante logística! )


(...Espanhóis ... de Ciudad Rodrigo)


 (Aspecto geral da partida junto ao "Pavilhão dos Desportos")




(Na EN 221, em direcção à Marofa)


(Na Serra da Marofa, em direcção à famosa "Via Sacra")


(No inicio da Via Sacra)


(Saindo da "Via Sacra")


(O grupo de Figueira junto ao 1.º reabastecimento, em Vale de Afonsinho)


(Pormenor em Vale de Afonsinho, junto às "galgas")


(Atravessando a Ribeira de Algodres pela 1.ª vez)


(...onde o Pedro Fresta foi a banhos!!!)


(Antes de Algodres: Foi assim que ficou o percurso após a passagem de viaturas 4x4 no dia anterior)


(O pessoal da Garbike em acção... em Algodres, na separação dos percursos)



(Água, muita água ... logo a seguir a Algodres - Percurso Curto)

(Atravessamento da Ribeira de Algodres, no troço da GR do Vale do Coa)


(... onde um corajoso se atirou às águas revoltosas da ribeira!)


(Os meus companheiros de pedalada; Eduardo e Zé Luis)


(Ao fundo o Douro e a velha ponte ferroviária sobre a foz da Ribeira de Aguiar, com o casario da Quinta da Granja)


(Sobre a velha ponte ferroviária)


(Chegando à estação de Castelo Melhor, onde estava instalado o 2.º reabastecimento)


(Quem disse que já não há corajosos?)


(Entrando nos dominios da Quinta da Granja)


(O Condesso e o Zé Manuel na chegada à zona da meta)

Pode a reportagem fotográfica completa aqui

Tracks e altimetria dos percursos aqui


P.S. - Um agradecimento público a todo o pessoal envolvido na logística deste evento, em especial para aqueles que estiveram nos reabastecimentos e pontos de controlo, pois fizeram o seu trabalho debaixo de condições meteorológicas extremamente adversas: Frio intenso, chuva, vento e granizo foi condimento que não lhes faltou. E sustos também houve para alguns. Que o digam a Bia (Beatriz), a Bruna, o Tiago e o Zé Manuel (Pataco), que tiveram por missão, para além de controlar o pessoal na Serra da Marofa, fazer a recolha das "fitas" e das "tabuletas" e que, ao transpor a revoltosa Ribeira de Aguiar, junto à Quinta da Veiga se viram envolvidos num incidente que tão cedo não esquecerão.


(Foi assim que ficou esta 4x4 na Ribeira de Aguiar)
(Um agradecimento especial p/ estes três jovens - falta a que fotografou)