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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Outonando!...


De carro, de barco, de comboio, de bicicleta ou a pé, todas estas opções são válidas para (re)visitar o Vale do Douro.
Pode até ser uma viagem sem rumo definido, por algumas das idílicas quintas que povoam o Vale, até há bem pouco tempo subvalorizado.
Pedalar por estes trilhos é uma experiência única. Chega-se aqui, ao alto Douro vinhateiro, património da humanidade e olha-se para os socalcos, esculpidos pela força das máquinas, carregados de vinhedos, onde sobressaem enormes letreiros que as identificam e, de repente, sentímo-nos perdidos.
A bordejar o Parque Arqueológico do Côa, a Quinta da Erva Moira (ou de Santa Maria, como por aqui lhe chamamos) e um pouco mais chegada a Almendra e a Castelo Melhor a Quinta do Custódio. Já na encosta sul do Douro, a Quinta de Castelo Melhor (Dourum).
Confinadas ao rio e à Ribeira de Aguiar as quintas da Ferreirinha: A Quinta da Granja, do Castelo e da Leda, que agora ostentam o topónimo da última.
Em todas elas podemos penetrar e nos envolver.
Sobranceiro ao Douro e delimitado pela Ribeira de Aguiar, localizado num amplo e destacado cabeço impõe-se a Calábria ou monte do Castelo, em cujo topo, aplanado, repousa imponente linha de muralha e derrubes de estruturas de antigo povoado, que ainda não tive coragem para escalar.

Saí de casa sem rota definida. Saí, literalmente, para desfrutar da bicicleta e acabei envolvido numa imensidão de cores outonais em pleno alto Douro vinhateiro!

Podem visualizar ou descarregar o TRACK aqui
 

  










segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

PASSEIO DE NATAL 2013

Pelo segundo ano consecutivo estamos a fazer esta "Voltinha" que, por norma, é a última do ano.
Este ano à "prata da casa" juntou-se um pequeno grupo vindo de Pinhel, que connosco quis confraternizar.
 Estes voltinhas valem, sobretudo, pelo reencontro de alguns amigos que, de outra forma, não reveríamos. 
Aliás o espírito desta "voltinha" é mesmo esse.
Este ano juntámos à festa o presunto que, não sei se se lembram, trouxemos de Vila Nova de Foz Coa aquando da realização da III Rota das Vindimas e que se apresentou soberbo. Deve ter sido da longa cura a que foi submetido!
Dia solarengo típico de Inverno, perfeito para a pratica da modalidade.
Um pouco antes das 10,00 horas o pessoal foi-se concentrando junto ao "Redondo" de onde saíram 16 praticantes dos quais dois do sexo feminino que conferem sempre um colorido diferente ao grupo.
Devo também referir que este ano descuidei-me um pouco, pois esqueci-me da máquina fotográfica, e como gosto de fazer a minha própria reportagem!...
Já para não falar no descuido a que votei a minha montada que se me apresentou bastante suja, desafinada e com os pneumáticos em baixo. Não merecia este desmazelo mas o que é certo é que aconteceu e foi assim que se apresentou ao inicio do dia.
Quanto ao percurso: Nada de especial: Cerca de 40 Km para um D+ de cerca de 900 m. 
Mas nesta altura do ano nem poderia ser de outra forma.
Saímos de Figueira, em direcção a norte, até à Quinta dos Picões onde flectimos a poente até acertarmos com as Quintas da Boavista e Seixo Amarelo, já a mirar o Douro, e daí até à estrada que nos conduz à Srª do Campo\Estação de Almendra onde apanhámos largo estradão em direcção a Barca de Alva, onde não chegámos flectindo, antes, em direcção à E.N. 332 (Escalhão\Barca de Alva) para irmos de encontro ao reforço do dia, que devido a uma falha de comunicação chegou com algum atraso. 
Aspecto a melhorar em edições futuras!...
Mas valeu bem o sacrifício, pois fomos presenteados com produtos de excelência não fosse o "staf" constituído por colaboradores exigentes. Não faltou nada, mas mesmo nada. Desde o bolo-rei em dose q.b. até ao já falado presunto que se apresentou "no ponto", passando pelas "bejecas" e outros derivados.
Que grande "momento bttistico" nós tivemos debaixo daqueles eucaliptos!
E que dizer das azeitonas temperadas (à moda) de Escalhão. Sem dúvida as melhores azeitonas do mundo!
E o bolo-rei de chocolate? Alguns até chuparam nos dedos.
Mas como o que é bom acaba depressa!...
Por mim passaria lá o resto da tarde. Entendi-me muito bem com quatro "bejecas", em formato mini, que me souberam que nem ginjas e um "cálice" de Porto como revigorante energético, pois avizinhava-se a famosa subida dos "Picões" que deixa sempre algumas mazelas aos menos bem preparados!... E como quem não presta para comer ...

Chegámos a Figueira pelas 15,30 horas. De permeio ficou Escalhão.
Nada de relevante a assinalar. O pessoal este ano não esteve para tropelias!
O Almoço\convívio no Restaurante "A Cerca" onde nos foi servido um arroz (malandro) de feijão acompanhado de uns medalhões de porco grelhados que se apresentaram dentro do que é exigido, cumprindo perfeitamente a sua função.
O dia terminou no bar do "Minipreço" onde fomos tomar mais uns complementos vitaminicos!...

Algumas imagens que fui retirando das páginas pessoais de alguns dos intervenientes:







































segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Pare, Escute, Olhe (Proibido o Transito pela Linha!)

Adiada que foi a "Voltinha" até Linhares por motivos de logistica (não se conseguiu garantir o transporte de regresso a todos os interessados) virámo-nos para o Douro, onde ainda decorrem as vindimas.
Com as temperaturas a baixar torna-se, de novo, agradavel pedalar bem perto do rio.
Saindo de Figueira pelo trilho que normalmente nos conduz até Barca de Alva, chegámos aos Picões onde, por uma muito longa descida, fomos de encontro à Ribeira de S. Cíbrão, bem junto ao Douro, progredindo, depois, por largo estradão que nos haveria de conduzir até às Quintas da Leda, do Castelo e da Granja, actualmente propriedade da SOGRAPE, outrora pertencentes aos domínios da lendária Ferreirinha, em pleno coração do Douro vinhateiro. Nestes terrados de excelência se produz o famoso "Barca Velha". E este ano, segundo informação de gente entendida, é ano de "Barca Velha". Nem todos os anos é produzido.
Já por aqui tinha andado na passada 6.ª feira, 5 de Outubro, só que sem máquina fotográfica!...
Estas voltinhas são sempre extremamente descontraidas e envoltas em bom companheirismo.
Passamos por aqui não raras vezes só que, por norma, no sentido inverso e nem nos damos conta de certos pormenores, como foi o caso de ontem. Ao chegar ao sopé do Monte do Castelo o pessoal ainda se entusiasmou com uma ida às ruínas de Calábria, seguindo a indicação da placa, entretanto descoberta. Faltou coragem!...
Há muito que ando com vontade de trepar até ao topo desse monte só que me tem faltado a coragem, pois visto daqui o seu acesso é algo intimidante e impróprio para dias quentes. Agora que vi o pessoal deveras entusiasmado estou em crer que é neste inverno que lá chegaremos. Pela sua localização, uma vez lá em cima, a vista deve ser de cortar a respiração!...
Atravessando a ribeira de Aguiar pela velha ponte ferroviária fomos de encontro à (desactivada) estação de Castelo Melhor, penando depois a bem penar por cerca de três infindáveis Km, pelo meio de vinhedos recém plantados, até à capela da Stª Barbara, de onde se obtém vista privilegiada sobre a aldeia de Castelo Melhor e vale do Côa.
Como os ponteiros do relógio já se aproximavam das 12,30 h a progressão até Figueira fez-se pela E.N. 222.

Algumas imagens deste fabuloso percurso:

(Saindo de Figueira, após a Ribeira de Aguiar)

(Rodando dentro dos terrenos da Quinta de Boais, mas já com os Picões à vista)


(Entrando nos domínios da quinta dos Picões, pelo famoso portão!...)

(Na encruzilhada dos Picões)


(Descendo por acentuado vale em direcção ao S. Cibrão, bem junto ao Douro)

(Por largo estradão, junto à Ribeira de S. Cibrão, em direcção às quintas da Ferreirinha)

(Ao fundo o casario da Quinta de S. Cibrão e da Canameira, com o rio pelo meio)

(Alguns viram pela 1.ª vez esta placa)

(O Monte do Castelo, onde se julga estarem as ruínas da antiga "civitas"  de Calábria)


(Soberba paisagem do Douro vinhateiro - Quinta da Leda)

(Pormenor de marca de selecção de casta de vinha, na quinta da Leda)

(Isto é o verdadeiro Douro Vinhateiro!...)

(No coração do Douro Vinhateiro. Atrevam-se: Passem por aqui!...)

(Ontem ainda se podiam provar!...)

(Por norma o portão, ao domingo, está fechado a cadeado)

(Pulando a cerca da Quinta da Granja)

(Pormenor, na Quinta da Granja)

Nota: A existência destes adereços nos "arretos" ou "linhóis" deve-se apenas ao facto de as roseiras serem bem mais sensíveis às mesmas pragas que afectam a vinha, permitindo desta forma a detecção e tratamento numa fase muito precoce na vinha.


(A vinha mergulhando no rio)

(Na Quinta da Granja)

(Carregando a marca da lendária Ferreirinha!...)

(Os mais corajosos num momento de diversão)

(Acedendo à linha ferroviária)

(Reparem bem onde um corajoso encostou a bike!...)

(O interior da velha ponte - passadiço de manutenção)

(Exemplar de zimbro a denotar bom tratamento - espécie protegida - Conceito levado ao extremo!...

(Atenção aos comboios ... não vão derrubar o zimbro!...)

(Novos vinhedos)

(Castelo Melhor fotografado da capela de Stª Barbara)

(Na capela de Stª Barbara - Castelo Melhor)

(O grupo, na capela de Stª Barbara)

(Experimentando a montada do Paredes)

(Reabastecendo na Fonte de Stª Maria, junto a Castelo Melhor)

(Aproximação a Almendra)

(Chegando a Figueira - Rotunda dos bombeiros)

Resumo do dia:
Percurso: 51,8 Km
Acumulado ascendente: 1079 m
Acumulado descendente: 1103 m

Altimetria:


Carunchos do dia:

                    Carlos Gonçalves
                    Luís Santos "Chapeiro"
                    Carlos Russo "Ninja"
                    Pedro Tondela
                    David Paredes
                   Tó Condesso

Pode visualizar ou descarregar o TRACK aqui