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terça-feira, 28 de novembro de 2017

As Cores do Outono (2017)

A Serra da Estrela é um dos locais mágicos por onde passamos com alguma regularidade, seja no Verão, quando visitamos o "Mondeguinho" e o "Ti Branquinho", ou assistimos à passagem da "Volta", seja no pico do Inverno para sentir a neve no rosto.

Mas é no Outono que a Serra ganha uma amálgama de cores incríveis, de visita obrigatória.

Percorrer estes fabulosos trilhos em deslumbrantes cenários outonais há muito que passou a fazer parte do meu\nosso roteiro “bttistisco”.

Visitar a vila de Manteigas nesta época do ano é imperativo. Em especial a envolvente do Poço do Inferno, onde a estrada que conduz à cascata nos transporta para um crescente de cores e luz, na qual o verde vai cedendo lugar a um sem fim de tonalidades amarelo-torradas, douradas, laranjas e vermelhas que impressionam e a que haveríamos de juntar um surpreendente “singletrack” que nos faria regressar à orla direita do Zêzere.

A subida à Azinha, permite-nos uma visão de largo espectro sobre Manteigas e o Vale do Zêzere.

A passagem pela Mata de S. Lourenço (Rota das Faias) constitui o zénite do passeio. Aqui assistimos à maior explosão de cores do Outono, onde os tons amarelos e dourados se fundem numa intensidade surpreendente. A tudo isto ainda conseguimos juntar um assombroso "singletrack" que nos levaria directos a Manteigas.

O dia “bttististo” terminou no restaurante “O Olival” onde degustamos, sob prévia encomenda, uma bela “feijoca”, acompanhada de um elegante “Quinta dos Currais”, oferta do amigo Manuel Rodrigues.

Um grande bem-haja ao Leonel Alves, que veio propositadamente de Leiria para partilhar connosco estes trilhos fabulosos, extensivo à BIKESTUDIO que promoveu e ao Rogério Cunha, azarado do dia. 

 Algumas imagens:

















 
Podem visualizar ou descarregar o TRACK do percurso AQUI.



sábado, 13 de agosto de 2016

A SANDES DA CARINA - VERSÃO 2016



Longe da melhor forma física e com uns bons quilinhos a mais, registo que encarei esta “voltinha” pelo Parque Natural da Serra da Estrela com toda a calma do mundo.
Valeram-me as redutoras para alcançar a nascente do Mondego e o quiosque do “Ti Branquinho”.
Percurso previamente idealizado pelo Carlos Russo, que se viria a revelar algo durinho.
No final da volta o meu GPS indicava uns simpáticos 70 Km, com um acumulado de subida de 2 242 m.
A alvorada aconteceu pelas 6,00 horas, de forma a permitir que estivéssemos em Valhelhas pelas 8,00 horas, onde viríamos a sentir algumas dificuldades em arranjar estacionamento para as viaturas por motivo de mercado local.
Não nos restou outra alternativa senão recorrer a parqueamento pago. Algo estranho para uma pequena aldeia do interior mas justificado com a forte afluência de banhistas e campistas à praia fluvial local e que nos viria a conferir direito a um “bónus” no acesso à dita praia no final do dia.
Algum desacerto na saída. Uns minutos perdidos com o café matinal e muitos outros para substituir o pneu da roda traseira da bike do Luís que teimava em não segurar o ar!
Seriam 9,20 horas quando  conseguimos largar amarras!
De Valhelhas, sempre em ascendente, alcançámos a mata do Fragusto, onde reabastecemos de água fresca, seguindo-se passagem pelo Cabeço da Azinha, de onde se obtém larga vista panorâmica sobre o Vale de Manteigas e surge destacada a pista artificial de esqui do Sameiro e todo o Vale Glaciar do Zêzere. É, de facto um dos grandes miradouros naturais da Serra, também usado como rampa de lançamento\descolagem de parapente.
Seguindo-se passagem por trilho paralelo ao Corredor dos Mouros, em direcção à capela de S. Lourenço, onde era dia de romaria.
O Corredor dos Mouros fica a dever o nome à extensa cumeada constituída por afloramentos quartzíticos. É um dos locais mágicos da Serra por onde ainda não passei. A rota está idealizada faltando apenas concretizá-la.
Depois da capela de S. Lourenço entrámos na imponente mata com o mesmo nome.
Mergulhar no interior da densa floresta de faias e castanheiros da mata de S. Lourenço, plantada no início do Séc. XX e onde os raios do sol mal conseguem penetrar é como viajar noutra dimensão.
Na Cruz das Jugadas aproveitámos p/ encher os cantis de água, da mais pura que a Serra tem para oferecer!
Depois foi penar até à Pousada de S. Lourenço, e dali até à nascente do Mondego, onde finalmente se verificou um intervalo para descansar as pernas e degustar as famosas sandes da D. Judite (Ti Branquinho).
Estavam resolvidos os primeiros 35 Km do dia, na sua quase totalidade em ascendente!
Depois de bem “comidos” e melhor hidratados encetámos o retorno a Manteigas pela Carvalheira. Onde a vertiginosa descida, maioritariamente constituída por antiga calçada romana e à qual se acede saindo na direcção do Observatório Meteorológico das Penhas Douradas, permite vista privilegiada sobre a vila.
Até ao Poço do Inferno seguimos por asfalto. Serão cerca de 10 Km, sempre em pendente ascendente.
Algum desacerto no trilho que nos haveria de conduzir até à rampa de lançamento de parapente de Vale de Amoreira.
Brutal e desconcertante o singletrack que se seguiu à rampa e que nos haveria de deixar extasiados, terminando sobre a ponte que une as duas margens do Zêzere em Vale da Amoreira.
Adrenalina da pura!
(Aqui ou amas ou detestas. Se amas, curtes e gritas de prazer. Se detestas, fazes uso de toda a linguagem vernacular que conheces e ainda insultas o gajo que te trouxe para este atalho!)
A partir de Vale da Amoreira e até Valhelhas seguimos pela EN.
Depois de arrumado todo o equipamento seguimos até à praia fluvial onde tomámos revigorante banho no rio e aviámos umas meias doses de caracóis, envoltos numas “jarras” de cevada liquida.

O dia terminou em grande, na “Taberna A Laranjinha”!

São dias como este que eternamente me prendem à bicicleta!

Vêm-se notando algum empenho por parte das autarquias locais, especialmente dos municípios, na criação de percursos, sejam PR ou GR, como forma de divulgação e promoção dos seus territórios. E o de Manteigas não é excepção. Oferece uma série de percursos e possui até um centro de BTT, mas depois são incapazes de potenciar a sua utilização. O Centro de BTT de Manteigas está encerrado e os trilhos denotam desleixo e ausência de manutenção. Investem-se milhares de euros nestas infraestruturas, que  se deixam depois ao abandono.
Confesso que tenho alguma dificuldade em entender estes "gestores" públicos!


P.S. E não é que desta vez foi mesmo a Carina que nos serviu as "sandochas"!


 Gráfico de altimetria (já depois de editado):
 

Podem visualizar ou descarregar o TRACK aqui


Algumas imagens:

 (Valhelhas - pormenor da torre sineira)









(Mata de S. Lourenço)


(Manteigas - Panorâmica)


(Vale Glaciar do Zêzere)


 (Nascente do Mondego)


 (A sandocha da D. Judite)






 (Poço do Inferno)


 
(Rampa de lançamento de parapente de Vale de Amoreira)







 


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A Pura da Loucura!

A vontade de ir até à Serra, (da Estrela) aproveitando as condições que oferece nestes dias, era muita.
Um "post" partilhado na minha página do Facebook e um comentário do Carlos Gabriel, foi tudo quanto bastou para despoletar tal "apetite"!
O percurso, há muito seleccionado, apenas aguardava vez e o dia certo para a sua concretização.
Da Covilhã em direcção ao Alto de S. Gião, com passagem pela fonte dos Amieiros, Verdelhos, Poço do Inferno, Nave de Santo António e Torre.
Um pouco antes das 7,45 horas já o Carlos Gabriel, vindo de Vila Nova de Foz Coa, estava plantado à porta da minha casa para carregar a bike.
À saída de Figueira a manhã cinzenta e fria ainda viria a gerar alguma apreensão, pois não condizia com a previsões meteorológicas. O que é certo é que quando chegámos à Covilhã o sol raiava e convidava a um bom passeio.
A pressa de calcorrear estes trilhos era muita. 
Um pouco antes das 9,00 horas já  estávamos na Covilhã, onde se juntaria a nós o Carlos Russo, que apenas nos iria acompanhar até à Fonte dos Amieiros pois compromissos assumidos impossibilitavam-no de nos acompanhar.
O trajecto previamente definido já havia sido percorrido noutras ocasiões pelo que seria sempre de prever alterações dependendo, em parte, da nossa vontade e das condições do piso.
E assim viria a acontecer. A ideia inicial passava por seguir o asfalto da EM 501 até ao Alto de S. Gião. Porém o Carlos Russo sugeriu um alternativo, que seguimos até até à Fonte dos Amieiros. 
Feita a "selfie" da praxe inverteu a marcha e nós prosseguimos com a nossa aventura. 
E que aventura!...
De Verdelhos até à Torre serão cerca de 30 Km, sempre em plano inclinado ascendente e onde teríamos que lutar contra um acumulado de subida a rondar 1 500 m. Algum respeito mas nada que intimidasse os "atletas"!.
De vez em quando lá íamos olhando para trás, de forma a poder apreciar todo o vale da Ribeira de Beijame que ia ficando cada vez mais longínquo na exacta medida em que nos  aproximávamos do Poço do Inferno onde, para grande surpresa, não havia vestígios de neve.
O objectivo seguinte passava por atingir o planalto onde está localizada a Lagoa Seca, paralelo ao Vale Glaciar do Zêzere e a sul deste. E foi exactamente a partir do Poço do Inferno que a paisagem se começou a alterar, com o surgimento das primeiras "ilhas" de neve. 
A paisagem alterou-se de tal forma que quando chegámos à Lagoa Seca a neve era continua e assim haveria de continuar até à Nave de Santo António.
Êxtase total. 
Palavras para quê. 
Tínhamos aquilo tudo só para nós. 
A condução das bicicletas tornava-se divertida e, ao mesmo tempo, extremamente exigente para as pernas.
Pedalar na neve é, um pouco, como pedalar sobre lama. Há que procurar a mudança certa, nem muito leve nem muito pesada e ... força nas pernas.
Depois dos desequilíbrios iniciais ... foi a pura da loucura!
Na Lagoa Seca uma "expedição" de veículos TT viria a envergonhar a nossa "festa"!
Quais criancinhas crescidas!
Brincadeiras e fotos fizeram com que "apenas" chegássemos à Nave de Santo António faltariam poucos minutos para as 16,00 horas.
Aqui o Carlos Gabriel viria a tomar a opção mais sensata: Seguiu directamente para a Covilhã enquanto eu me enchi de coragem e ainda trepei até à Torre.
Do que me viria a arrepender pois aqueles cinco Km (desde a Nave de Santo António à Torre) nada mais acrescentariam ao objectivo proposto a não ser o frio intenso com que tive de me debater no sentido descendente.

 Uma pequena mensagem para os eventuais "aventureiros":
A vivência destas "expedições" é sempre susceptível de algum risco.
Tenham o maior dos respeitos pela Serra. Aquilo nem sempre é o que parece. Se se aventurarem por lá tenham sempre isto em conta: Respeitem-na.
Seleccionem o percurso mais adequado à vossa condição física.
Procurem ter a certeza das condições meteorológicas que vão encontrar. Em caso de dúvida adiem o passeio, pois um dia que se quer bem passado pode tornar-se num autentico pesadelo.
Nunca avancem sozinhos. Sempre em grupo e de preferência com quem tenha algum conhecimento dos trilhos a percorrer.
Lembrem-se que os telemóveis, na Serra, nem sempre têm rede.
Transportem sempre na mochila mais alimentos do que aqueles que julgam necessários. Solidos de preferencia.
Um corta-vento também deve ser obrigatóriamente incluido na mochila.
Não abusem do esforço. Adequem-no à condição fisica. É preferivel chegarem ao final e sentirem que ainda têm "pilhas" para mais uns bons Km do que necessitarem delas e já não aguentarem a carga!


Resumo do dia:





Algumas fotos:


(Na Covilhã, junto à "Bikestudio")




(Selfie junto à Fonte dos Amieiros)


(Sarzedo)


(Ao fundo Verdelhos)




(No Poço do Inferno)






















(Nave de Santo António)




(Cântaro Magro)


(Torre)


Um video elaborado pelo Carlos Gabriel:



Nota: Podem visualizar ou descarregar o TRACK aqui

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Covilhã até à Torre, com passagem pelo Poço do Inferno

Esta foi mais uma típica "voltinha" de Verão.
Esteve agendada como sendo mais uma edição da já "clássica" Guarda\Mondeguinho\Guarda, que temos feito, com elevado sucesso, nos últimos três anos, mas que acabou por se transformar na repetição de uma "voltinha" que fizemos no ano passado e que consistiu na ligação Covilhã\Verdelhos\Poço do Inferno\Torre e que viria dar origem a uma crónica que pode ser visualizada aqui.
Na repetição desta "voltinha" estiveram presentes os mesmos do ano passado, a quem se juntou o Pedro Nunes (alemão) e o David Paredes, que fizeram o seu baptismo "bttistisco" até ao ponto mais alto de Portugal continental.
Voltinha em tudo idêntica à feita no ano passado, com excepção da descida da Torre até à Covilhã que, mercê do engano do Luís (Chapeiro), foi feita na sua totalidade por alcatrão.
O que acabou mesmo por ser relevante foram as dificuldades, de "última hora" com que nos deparámos no reboque que haveria de transportar as nossas "montadas".
Como apresentava algumas "mazelas" tive necessidade de o levar até ao serralheiro. 
Solucionado aquele pequeno problema mecânico aparentemente tudo o resto estava perfeito.
 Como éramos seis praticantes tentámos fazer a coisa de forma a evitar a deslocação de mais do que uma viatura de apoio. A solução adequada passaria pela utilização da carrinha do Pedro Nunes.
De véspera foi colocado um suporte no tejadilho e carregadas as bikes no reboque, que engatámos na carrinha, de forma a deixar tudo certinho para o dia seguinte. E aqui é que começam os problemas. E que problemas: O teste das luzes do reboque viria a resultar num curto circuito no sistema de luzes da carrinha. Imaginem isto pelas 23,30 horas. 
Com deslocações sucessivas a casa de uns e de outros lá se conseguiu arranjar um fusível compatível.
Julgando nós que a origem do problemas estava na carrinha do Pedro e dado do adiantado da hora, decidimos engatar o reboque no meu carro. Teste de luzes e mais ... um curto circuito, agora no meu carro.
Avaria solucionada e necessidade de rever a ligação eléctrica do reboque, que era afinal onde residia o problema.
Pôr suporte, retirar suporte, recolocar suporte, engatar reboque, desengatar reboque e voltar a engatar reboque o certo é que já passaria das 2,00 H da matina quando demos por findas as operações.
Quanto à voltinha:
As maluqueiras do costume. 
Uns com mais pedalada ... outros mais lentos.
As mesmas "loucuras" no Poço do Inferno, que este ano encontrámos com muito pouca (e suja) água.
As soberbas e únicas  paisagens da Serra da Estrela e a melhor água ... do mundo, em especial para a que brota do fontanário que está localizado na Nave de Santo António.
O grande obstáculo do dia acabou mesmo por ser o frio intenso e o vento forte acompanhado de cerrado nevoeiro que sentimos na ligação à Torre, depois da Nave de Santo António e que tão cedo alguns não irão esquecer.
Na descida lá tivemos que nos "embrulhar" em folhas de jornal.

Ficam algumas imagens.


(Preparativos da saída na Covilhã)


(Em direcção ao alto de S. Gião)


(Em direcção aos "Amieiros")


(Na PR 3 CVL - Fragas, com Verdelhos lá ao fundo)


(Atravessando Verdelhos, já nos domínios do PNSE)


(Trepando em direcção ao Poço do Inferno)


(Para trás ficava Verdelhos, ao fundo)


(Chegando ao Poço do Inferno, para espanto da acidental turista)


(No Poço do Inferno as "maluqueiras" do costume!)


 (No Poço do Inferno)


(A Rega do Luís)


(Em direcção à Nave de Santo António, com o vale glaciar do Zêzere à nossa direita)


(Vale glaciar do Zêzere, com Manteigas lá bem ao fundo)


(A foto possível, na Torre, junto ao "cogumelo" da GNR)

Pode visualizar ou descarregar mais imagens aqui


Os carunchos do dia foram:

Carlos Gonçalves
Luís Santos (Chapeiro)
Pedro Tondela
Carlos Russo (Ninja)
David Paredes
Pedro Nunes (Alemão)

Resumo do dia:

Distancia percorrida: +\- 76 Km Km
Velocidade média: 13 Km/h
Acumulado ascendente: 2591 m
Acumulado descendente: 2347 m

Grafico de altimetria:













Pode visualizar ou descarregar o TRACK do percurso aqui