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quarta-feira, 11 de março de 2015

Pela GR 14.1 (Sendero del Agueda) com amigos de Castelo Branco

"En este rincón del oeste salmantino la frontera escribe su história, la nuestra, a golpe de pasos I, subiendo con el sudor en la frente donde antes caballerias asentaban sus herraduras y los soldados sus mosquetones"

Para lá dos fabulosos trilhos que vamos encontrando praticamente desde a linha de fronteira e até Barca de Alva, este recanto transfronteiriço transpira história.
 Começando junto ao Convento de Santa Maria de Aguiar, de origem cisterciense, onde havíamos combinado encontro com o pessoal de Castelo Branco, o percurso viria a desenvolver-se, ainda do lado português, até Almofala e Escarigo, por onde intencionalmente fizemos um pequeno desvio e nos foi dado apreciar algumas marcas dos "Caminhos de Santiago", de que destaco a antiga albergaria e um pequeno nicho alusivo ao mesmo tema.
Mas é entre as aldeias de Puerto Seguro e San Felices de los Gallegos que encontramos o mais emblemático monumento desta GR: A Ponte dos Franceses. Sobretudo, pela sua localização e estado de conservação. De difícil acesso, à qual apenas se pode aceder a pé ou de bicicleta por trilho estreito e extremamente técnico. O seu nome tem uma clara conotação histórica e vem desde as escaramuças das Guerras Napoleónicas (1807 - 1815) quando foi restaurada e utilizada pelas tropas francesas na ligação a Almeida e Ciudad Rodrigo. Daí o topónimo.
Em San Felices uma breve paragem para visita ao "Lagar del Mudo" ou museu do azeite e um oportuno desvio até à "Plaza Caños" onde nos refrescámos com umas "cañas".
Destaque, ainda para a Torre de Menagem, reabilitada nos finais da década de1990 e que alberga um pequeno núcleo museológico de natureza militar, que não visitámos.
Na 1.ª e 2.ª quinzena de Maio aqui têm lugar as famosas festividades de Santa Cruz e do Noveno. Estas últimas declaradas de interesse público turístico regional.
Deixo a transcrição em castelhano:
"Son unas fiestas que giran en torno a la figura del toro, en la plaza del ayuntamiento se construye todos los años una plaza artesanal elaborada con carros de labranza sobre los que se colocan trillos y tablones para dar soporte a los bancos que coloca la gente para sentarse y disfrutar de la fiesta.
No menos famosos son sus tradicionales encierros a caballo, excelentes jinetes del municipio guían de manera magistral el ganado desde el monte hasta los toriles ubicados en la misma plaza."

Em Ahigal de los Aceiteros oportunidade para os mais afoitos experimentarem as agruras das suas típicas ruas.
De Ahigal até Sobradillo, sempre em paralelo com rio Águeda, para lá dos fabulosos trilhos que vamos encontrando, a poente é-nos oferecida soberba visão dos limites territoriais do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, separados apenas pelas profundas escarpas do rio (arribas), de onde nos é dado observar os relevos de Castelo Rodrigo e das Serra da Marofa e Vieira, a escassos Km de distância.
Em Sobradillo a Torre de Menagem é referencia. Construção defensiva que data do Sec. XIII, extremamente bem preservada, alberga um centro de interpretação do Parque Natural de Arribes del Duero.
A caminho de Hinojosa de Duero, sobressai a ermida de S. Pedro, de estilo gótico, cuja construção data do Sec. XVI e que só de longe observámos.
Conhecida pelo seu famoso queijo de ovelha curado, aqui se realiza anualmente a Feira Internacional do Queijo (Feria Internacional del Queso). Certame que vai já na sua 12.ª edição e este ano agendado para os dias 2 e 3 de Maio.
É na ligação Hinjosa de Duero - La Fregeneda que vamos encontrar o trilho mais técnico desta "voltinha", que culmina na passagem pelos pilares que sustentam o viaduto da antiga linha ferroviária, sobre a "Rivera del Froya"
A partir deste ponto e à medida que nos aproximamos de La Fregeneda e de Barca de Alva a paisagem vai-se alterando. A amendoeira e a oliveira, típicas culturas durienses, predominam. Desta vez fomos brindados com as amendoeiras em plena floração, que vão transmitindo uma infinidade de sensações quer visuais quer olfactivas, que a todos deslumbram e encantam. A apoteótica chegada a Barca de Alva faz-se por Valicobo (Quinta).
Em Barca de Alva, depois de reabastecidos de líquidos e sólidos, alguns solicitaram o carro da assistência e outros, os duros, enveredaram pelo trilho da Transportugal. Isto é deixando Barca de Alva em direcção a poente, por caminho paralelo à margem esquerda do Rio Douro, flectindo, depois em direcção aos Picões, Quinta da Veiga, onde cruzaram a Ribeira de Aguiar, seguindo-se Figueira de Castelo Rodrigo, por uns longos e transpirantes 20 Km, onde tiveram que vencer um acumulado de subida a rondar os 700 m.

Depois de reconfortante banho, um pequeno e apressado lanche no "Zé do Canto"!

Grande dia de BTT.

Deixo-vos com o gráfico de altimetria, que contêm o resumo do dia, tudo dentro dos padrões habituais para este tipo de aventuras!





Algumas fotos, da autoria do Agnelo Quelhas e do Carlos Gabriel:


(Preparando a saída)


(Foto do grupo, junto ao Convento Stª Mª de Aguiar)


(Ao fundo a aldeia histórica de Castelo Rodrigo)


(Entre La Bouza e Puerto Seguro)



 (Falta o burro!...)


(Descendo até à Ponte dos Franceses)


(Ponte dos Franceses)


(San Felices de los Gallegos - Museu do azeite)


(San Felices de los Gallegos - Torre sineira - Sec XIII)


(Momento de hidratação em San Felices)


(À saida de San Felices - ao fundo ponte romana\medieval)


(Ahigal de los Aceiteros)




(Ao fundo Castelo Rodrigo, as Serras da Marofa e da Vieira)


(Sobradillo - Ruínas do Convento de Santa Maria La Seca)


(Sobradillo)


(Ao fundo Hinojosa de Duero)




(Cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém!)




(Amendoeiras em flor)


(Chegando a Barca de Alva)


(Deixando Barca de Alva)




(Em direcção aos Picões)


(Trepando!...)


(Penando em direcção ao topo dos Picões!)


(No "Zé do Canto")


(A 3.ª parte!)

Nota: O Trilho da GR 14.1 começa imediatamente a seguir a Escarigo, depois da passagem do pontão sobre a Ribeira dos Tourões, bastando para tal seguir as marcas vermelhas e brancas da GR. Em Hinojosa devem seguir as marcas da GR 14, em direcção a La Fregeneda.

Podem visualizar ou descarregar o TRACK aqui

terça-feira, 22 de maio de 2012

11.º BTT DE ALMEIDA - NA ROTA DAS INVASÕES FRANCESAS

No passado Domingo, 20 de Maio, fomos virar a Almeida, que é como quem diz, fomos alinhar em mais uma edição da "Rota das Invasões Francesas".
Ultimamente tenho andado arredado dos ditos passeios organizados. Salvo raras e honrosas excepções, estão cada vez mais desinteressantes e cada vez mais onerosos (€€€).
Lembro-me que na edição de 2011, a partir do 1.º reabastecimento, quando chegámos à famosa Ponte dos Franceses, estávamos só nós (o grupo de Figueira C. Rodrigo) e assim continuámos até ao final, e não fomos dos últimos a chegar, bem longe disso, pois já tínhamos almoçado e ainda havia pessoal a chegar.
O mesmo tem acontecido nos raros passeios onde temos alinhado. Ou estás com o teu grupo ou ... pedalas sozinho.  
Portanto ... passeios para quê?
A camaradagem, o convívio e o companheirismo de outros tempos, tão característico desta modalidade, desapareceram do léxico da maioria dos actuais praticantes, apenas preocupados em fazer "tempos" e filmagens para despejar no youtube ou no facebook.
Tenho algum dó desta gente, que são assim como que uma espécie de atletas do "faz de conta" que não têm tomates para se inscrever nos campeonatos regionais ou até mesmo nacionais, onde de facto poderiam (e deveriam) mostrar todo o seu valor e vêem, depois, acalmar toda a sua incompetência para junto daqueles que fazem do btt uma actividade de puro lazer.
É evidente que isto só acontece porque as organizações também se prestam a isso!...
No passado Domingo descobri uma nova estirpe de praticantes: Os sofredores ou, para ser mais rigoroso, masoquistas. Que são aqueles que se aventuram pelo percurso mais longo e não têm sequer "pedalada" para fazer os 50 Kms. E não se pense que são assim tão poucos. Depois quem paga a conta são as equipas de bombeiros que andam numa roda viva a acudir a esta gente.
Dá dó ver esta gente corroída de dores (câimbras) ao fim de pouco mais de 30 Km!...
Desculpem-me estes "desabafos", mas esta é a minha ideia sobre os actuais "passeios" organizados.
Aceito que cada um tenha o seu ritmo, agora virem dizer que "eu fiz o 19.º tempo" ou "fiquei nos 10 primeiros" ou "Fiz xx horas e yy minutos" como se isso fosse preocupação maior ...

Quanto à edição deste ano, a novidade acabou mesmo por ser a travessia do rio Águeda numa pequena embarcação dos bombeiros locais.

Gostei de ver a rapaziada a molhar o pé no rio e a tirar a botinha e a meia (incluindo a minha pessoa)!!!

De Figueira saiu numeroso grupo, talvez mais de 20 praticantes, onde uns optaram pela distancia mais curta e outros, que foi a maioria, pela distancia longa.
A parte mais interessante do percurso é a descida à Ponte dos Franceses. Pena que só esteja acessível àqueles que optem pelo percurso mais longo.
Julgo que para a grande maioria o passeio decorreu sem quaisquer problemas ou incidentes e que a excepção foi mesmo para o Luís (chapeiro) que ficou de "roda livre" na subida da Ponte dos Franceses, após violento esforço nos pedais da sua montada e que viria a custar-lhe a parte restante do percurso.
 
 Mas a grande novidade acabou mesmo por ser a CUBE pintada de um azul celeste e preto (lindíssima), novinha e virgem, do Ricardo que veio, expressamente, de Matosinhos fazer a apresentação da dita para com ela efectuar a primeira investida em terra e que o Luís, já no final, se encarregou de levar ao tapete!!!...

Estou em crer que o pessoal se divertiu à brava, pena que a organização não nos tenha brindado com umas "bejecas" nos reabastecimentos. A reclamação foi feita em devida altura e julgo que não caiu em saco roto!...

Não fosse esta pequena falha e tudo estaria perfeito!... Marcações, reforços, banhos quentes (alguns até tiveram direito a balneários privativos...) e almoço *****.

Pena que a famosa ginginha da "Amélinha" estivesse tão inflacionada, fruto da grande procura do dia.

Para o ano que vem lá estaremos com toda a certeza.

Algumas imagens retiradas daqui





Mais umas fotos tiradas daqui
 (A rapaziada que produziu estas fotos deve ter-se divertido à grande, a avaliar pelas imagens e vídeos associados à presente galeria. É este o verdadeiro espírito dos passeios)


(Atravessando a Ribeira de Aguiar)

(Separação de percursos)

(Elementos decorativos da paisagem ... avestruzes?)





 Vejam, ainda, um fabuloso vídeo aqui


(O Pedro Alcides em grande estilo na subida da Ponte dos Franceses, sorrindo para a câmara)

(Idem para o Carlos Russo "Ninja", concentradíssimo!...)

(O que estaria a despertar a atenção do Pedro Tondela?)

(Os cavalos também se abatem!...)

Reparem na fotogenia (e charme) do Condesso! ...
(O autor altamente concentrado ... no adversário da frente!!!...)


(Reparem bem no azul celeste do equipamento do Ricardo!!!...)

(A rapaziada de Figueira C. Rodrigo esperando pelo barco)

(A lebre do Luís, que neste passeio funcionou mais como uma sombra!!!...)

Como me esqueci de colocar o GPS no respectivo suporte não tenho o registo do TRACK, no entanto os mais exigentes pode consultar o que foi disponibilizado pela organização aqui.

Mais um belo vídeo que pode ser visualizado aqui