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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A VOLTINHA DOS TRISTES!


O S. Pedro não tem dado tréguas nestes primeiros dias do ano.
O "Ninja", de véspera, ainda lançou um repto via SMS só que o vento batia muito forte e sibilava de tal forma que me senti sem coragem para sair do "vale dos lençóis"!
O certo é que a meio da manhã o vento acalmou e a temperatura ambiente subiria para bem perto dos 10 ºC., pelo que me decidi por uma voltinha a solo imediatamente após o almoço, uma espécie de passeio higiénico, só que de bicicleta!
Em jeito de aquecimento subi até ao topo da Marofa para depois me divertir um pouco pela "Via Sacra", que encontrei com muita água mas nem por isso menos agradável.
Na Marofa raramente estamos sozinhos. Um corropio constante de carros, muitos populares na procura\apanha de "miscaros", pedestrianos e outros curiosos fazem com que, independentemente da época do ano, nunca nos sintamos sozinhos por ali. E ontem não foi excepção.
Feita a Via Sacra dirigi-me até ao topo das serras da Freixeda e do S. Marcos onde encontrei uns trilhos simplesmente deliciosos. Então a descida do S. Marcos, sempre intimidante, ontem, mercê da passagem de veículos TT do pessoal da caça, mais parecia um estradão. Feita nos limites. Pura adrenalina. Chegado ao alcatrão tinha duas opções: Para a esquerda, em direcção aos Luzelos\Milheiro ou para a direita, até Penha de Águia. Virei em direcção a Penha de Águia e dali, pela Portela (caminho encostado ao cemitério), até Freixeda do Torrão onde apontei  à estrada municipal, de volta a Figueira onde cheguei já lusco-fusco.
A esta voltinha, feita vezes sem conta, chamo de " A Volta dos Tristes" e foi a primeira do ano.

Algumas imagens que fiz com telemóvel:


(Ao fundo a Serra da Marofa, fotografada do lado poente)


(Ao fundo, não visível, a aldeia "fantasma" de Colmeal e lá mais adiante o Bizarril)

(Na serra do S. Marcos, ao fundo a aldeia de Freixeda do Torrão)

(Penha de Águia, fotografada desde o alto do  S. Marcos)


 (Pormenor de "porta" de uma montaria - caça ao javali)

(Seguindo o rasto deixado por outros utilizadores de btt, devidamente identificados)


(Foi neste estado lastimoso que me apresentei em casa)


Podem visualizar o descarregar o TRACK do percurso aqui:

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

NOS TRILHOS DA AMENDOEIRA EM FLOR 2013 (Volta de Reconhecimento do Percurso Longo)

Ontem (3 de Fevereiro) foi dia de reconhecimento do «Percurso Longo» do II Passeio - Nos Trilhos da Amendoeira em Flor que, com tem sido divulgado, terá lugar a 10 de Março, p.f.
Já tínhamos ensaiado este percurso, ainda que por partes. 
Até Algodres os percursos (curto e longo) são coincidentes!
O S. Pedro tem-nos pregado com cada partida! 
A chuva e o mau tempo têm inviabilizado o reconhecimento total do percurso.
Não me vou alongar muito em pormenores, pois já aqui disse quase tudo.
Não obstante o que já foi escrito direi apenas que nunca, mas nunca, me irei saturar de fazer este fabuloso trajecto.
Nunca está igual, quer feito no Inverno ou no Verão. Eu, como sou um pouco avesso às altas temperaturas estivais, confesso que me dá um gozo extra fazê-lo no Inverno, sobretudo nesta época do ano. Pelas condições do terreno, pelo colorido da paisagem. 
Sem dúvida que as amendoeiras conferem à paisagem um tom e cheiro únicos.
E então neste Inverno está ... simplesmente sublime. As chuvas abundantes da época conferem-lhe características e efeitos únicos!
Ontem o S. Pedro brindou-nos com um dia excepcional para a prática da modalidade. Junto ao Douro estariam 19 ºC. Melhor era impossível. Quando iniciámos a subida até à Marofa ainda sentimos uns arrepios frios, mas quando chegámos à beira do Douro bem que tivemos que largar alguma roupa!
É evidente que eu sou suspeito para classificar este excepcional percurso. Direi, no entanto, que me vão faltando adjectivos para  o qualificar. No entanto não resisto a dizer que é, simplesmente, FABULOSO.
O gozo que proporciona a "Via Sacra", a adrenalina da descida do S. Marcos, até Penha de Águia, onde pomos à prova os nossos limites e os da ... máquina!
A dureza do empedrado até chegar a Vale de Afonsinho.
A beleza do (agreste) Vale do Coa que ladeamos depois de  Algodres, até Castelo Melhor.
Para já não falar do deslumbramento com que abruptamente nos deparamos quando começamos a descer p/ o Vale do Douro, em direcção à (desactivada) estação de Castelo Melhor, onde a intervenção humana moldou a paisagem de forma a torná-la uma autentica obra de arte, para já não falar nas difíceis e infindáveis subidas até bem perto de Escalhão, onde podemos apreciar uma mancha considerável de olival tradicional..
Tudo isto num único passeio. Melhor é impossível.

Algumas imagens deste fabuloso trilho:

(No inicio da "Via sacra" com Castelo Rodrigo ao longe)

 Para minha total surpresa a "Via Sacra" apresentava-se com alguns obstáculos como mostram as imagens seguintes.
 





(Na Serra do S. Marcos)

(Aproximando-nos de Vale de Afonsinho)


(A água proporciona sempre imagens de rara beleza)

 (Aproximando-nos de Algodres)


(Paragem obrigatória no "Escondidinho")

(Ontem inovei um pouco no meu farnel - que se lixem as barras energéticas!!!)

A passagem pela revoltosa Ribeira de Algodres provoca sempre algum alvoroço no grupo e ontem não foi excepção. 
Parece fácil, mas não é bem assim. Quando as pedras estão húmidas ficam impraticáveis e todo o cuidado é pouco. Ontem o azarado do dia foi o Luis que aí perdeu a bomba de ar.


(A transposição da Ribeira de Algodres)


(Bem que apontavam para o local mas... já tinha embarcado!)




(Para trás ficava a Ribeira)

(Almendra ao fundo)


(Pormenor de flor de amendoeira)


(Castelo Melhor ao fundo)


(O Douro em todo o seu esplendor - Plantação de novos vinhedos)


(Acondicionando algumas laranjas da "Ferreirinha"!!!)


(Mais um pormenor da paisagem)

(Amendoeiras em flor)

(Construção tradicional - cardenho ou abrigo)

(Ao longe o Penedo Durão)

(Escalhão)

 (Paisagem tradicional - pombal)

 (Nas proximidades de Figueira)

(A minha montada depois da jornada, preparada para o merecido banho)

Colaboraram nesta prazerosa aventura:

Carlos Gonçalves
Carlos Russo "Ninja"
Pedro Tondela
Luis Santos
Élio, que veio expressamente de Pinhel para nos acompanhar.
Tó Condesso, que nos largou em Castelo Melhor, por motivos de natureza familiar.


Resumo do dia

Distancia total percorrida: 73,6 Km
Em movimento: 6,05 H
Parados: 1,10 H
Velocidade média: 12 Km\h
Subida: 1930 m
Descida: 1846 m

Gráfico de altimetria:















Galeria de imagens: aqui
Track do percurso está disponível na página web do município de Figueira de Castelo Rodrigo


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

VOLTINHA DE RECONHECIMENTO - NOS "TRILHOS DA AMENDOEIRA EM FLOR - 2013"

Os "Trilhos da Amendoeira em Flor - 2013" já mexem.
Julgo que o cartaz promocional do evento ficará disponível ainda esta semana.
Ontem (Domingo 13/01/2013) fomos fazer o reconhecimento do "Percurso Curto", já desenhado há algum tempo.
E as opiniões foram unânimes: ESPECTACULAR. 
Intencionalmente aumentámos a dificuldade física e técnica do percurso e o resultado, julgo que, será do agrado geral. Foi intenção criar um percurso onde cada participante poderá testar as suas capacidades físicas e técnicas e, em simultâneo, explorar as potencialidades da sua montada. Tudo isto em termos aceitáveis para utilizadores já com alguma experiência neste tipo de "aventuras" e sobretudo, para aqueles que gostam de praticar um XCM um pouco mais agressivo - Longas e íngremes descidas, umas rápidas outras nem tanto, subidas não muito longas, singletracks, linhas de água, zonas p/ rolar, etc.. Tudo em dose q.b..
Antes de mais devo dizer que partilho estes trilhos com um grupo "miúdos" espectacular, sem esquecer os "cotas", sempre disponíveis para todo e qualquer serviço.
Estes dois factores conjugaram-se de tal forma que, posso-vos garantir, que ontem foi um daqueles dias difíceis de esquecer. 
Pelos trilhos, pelo ambiente de boa disposição e camaradagem ...do melhor. E não estou a exagerar.
O dia, embora um pouco frio, e com ameaça de chuva, esteve óptimo para a pratica da modalidade.
Lançado o "alerta" via SMS na sexta-feira (18/01/2013), responderam à chamada:

Pedro Tondela
Carlos Russo
Tó Bastos
David Paredes
Bruno Russo
Tó Condesso
Luís Santos
Carlos Gonçalves

Pelas 9,30 horas concentração no local do costume. 
Perto das 10,00 horas seguimos por alcatrão, para aquecimento, em direcção à Serra da Marofa, onde alcançámos o topo, para depois nos atirarmos "Via Sacra" abaixo, em direcção à Sarzeda\Colmeal velho, onde não chegámos, trepando antes em direcção ao topo das serras da Freixeda e do S. Marcos, por onde descemos (vertiginosamente) até alcançar Penha de Águia. 
Do alto do S. Marcos até Penha de Águia é um "foguete". Simplesmente alucinante. Velocidades altíssimas para os mais destemidos.

(Os pontas de lança - "Ninja" e o Tondela - alcançando o topo da Marofa)


(Areia nos travões!!!)

(A aldeia histórica de Castelo Rodrigo, fotografada da Marofa)


(Conferenciando...)


(Descendo o S. Marcos - Difícil para os medrosos e alucinante p/ os corajosos)


(Passando por Penha de Águia)


(Por onde teria passado o Luís!!! ...)

Após Penha de Águia e até Vale de Afonsinho seguiu-se um trilho agressivo, com muita pedra, algo exigente p/ as montadas e braços.

(Chegando a Vale de Afonsinho)

(Em Algodres o primeiro contratempo do dia - furo lento na montada do Condesso)


Até Algodres progredimos pela margem direita da ribeira, por trilho algo rolante, por vezes com alguma lama.
Em Algodres merece visita um pequeno "Museu" dedicado à agricultura e que tem no seu interior alguma maquinaria de outros tempos: Um tractor, malhadeiras mecânicas e - julgo que -  uma ceifeira. 
Se tiverem tempo e pachorra deitem o olho pois passa-se mesmo ao lado.
Em Algodres visita ao "Escondidinho" para reposição de sólidos e líquidos  Aqui temos sempre  um tratamento ICC (importantes com' ó c****** - VIP em inglês). O Henrique Pego brinda-nos sempre com um pequeno "mimo" - Ontem foram umas bolachas p/ os que se esqueceram ou não fizeram farnel.
Depois de recompostos seguimos em direcção à Ribeira de Aguiar, com passagem pelos domínios territoriais da freguesia de Vilar de Amargo, que contornámos pelas pedreiras e onde está localizada, quanto a mim, a parte mais espectacular de todo o percurso. Na parte inicial muita água, mas sem incomodar, a que se segue uma descida super rápida para depois se fazer a subida do dia. Extremamente técnica e só ao alcance de alguns. A grande maioria fê-la sim ... mas dando cordinha aos sapatos. 
Depois, bem, depois segue-se um singletrack, espectacular para os mais destemidos. Os restantes terão duas alternativas: desmontados ou pelo desvio.

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(O David, em esforço, ultrapassando a íngreme e difícil subida da pedreira)


Ao chegar à Ribeira de Aguiar nova aventura. Os mais corajosos atravessarão a ribeira e molharão os pés ou ... farão como fez a grande maioria ontem: tiram o bota e a meia e metem o pezinho na água.
A partir daqui as fotos são da autoria do Tó Bastos,pois eu fiquei sem pilhas...

(Atravessamento da Ribeira de Aguiar)

Na travessia da Ribeira, um, que está do outro lado da imagem, passou montado, quanto aos restantes é o que se vê na imagem e nas seguintes, com excepção para o David Paredes que pura e simplesmente não atravessou. Inverteu a marcha e regressou a casa por Vilar de Amargo separando-se do grupo. Bem que  o incentivámos mas não conseguimos demovê-lo da ideia.

(O mais corajoso já está do outro lado ... com os pés molhados!!!)


(O Tondela também lavou os pés nas águas frias da Ribeira!)

Depois de atravessarmos a Ribeira seguimos até à Quinta de Boais onde apanhámos novo susto. Mais uma uma linha de Água que, após cuidada observação do Luís, transpusemos sem dificuldade de maior.
Até aos Picões foi sempre a pedalar.
Nos Picões mais um momento hilariante. O Tó Condesso debatia-se com mais um furo na roda da frente. A bomba de CO2 teimava em libertar gases e ... os ajudantes em nada contribuíam, nem tão pouco se entendiam com o dito material (da loja do chinês!!!). Uma coisa é certa não foi fácil resolver a situação. Depois de duas ou três cápsulas de CO2, incluindo o recurso a bomba manual, que de manual tinha muito pouco e uma câmara de ar, válvula Schrader,  que teimava em não entrar no orifício circular do aro etc.. Tudo isto ao som de ... bocas foleiras dos "mirones". Imperou a boa disposição. Pena que o Tó não estivesse nos seus melhores dias. Andava meio engripado.

(Atravessando mais uma linha de água - junto à quinta de Boais)


(Kit de ferramentas do Tó Condesso)


(Nos Picões - substituindo a câmara de ar ...)


(A bomba de CO2 libertando "vapores"!!!)


A partir daqui o Tó Bastos começou a ficar sem "pilhas". Já depois da Ribeira apareceu o homem da marreta.
Ultrapassado Escalhão, a progressão, em direcção a Figueira fez-se por trilho a norte da E.N. 221 até cruzar a Ribeira de Aguiar sobre a ponte rodoviária, junto à ponte romana, até alcançar novamente o trilho que nos haveria de conduzir até Figueira.


(Encontro asinino e "vacum" já bem perto de Figueira)


Em Resumo. Dia espectacular, com cerca de 57 Km percorridos
Acumulado ascendente de 1247 m
Acumulado descendente de 1256 m
Velocidade média de 13 Km/h

Galeria de imagens aqui e aqui

Nota: Excepcionalmente não coloco o gráfico de altimetria nem o Track do percurso sem que estejam disponíveis na pagina oficial da entidade que promove este evento - O Município de Figueira de Castelo Rodrigo, o que prevejo venha a ocorrer dentro de dias.