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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Outonando!...


De carro, de barco, de comboio, de bicicleta ou a pé, todas estas opções são válidas para (re)visitar o Vale do Douro.
Pode até ser uma viagem sem rumo definido, por algumas das idílicas quintas que povoam o Vale, até há bem pouco tempo subvalorizado.
Pedalar por estes trilhos é uma experiência única. Chega-se aqui, ao alto Douro vinhateiro, património da humanidade e olha-se para os socalcos, esculpidos pela força das máquinas, carregados de vinhedos, onde sobressaem enormes letreiros que as identificam e, de repente, sentímo-nos perdidos.
A bordejar o Parque Arqueológico do Côa, a Quinta da Erva Moira (ou de Santa Maria, como por aqui lhe chamamos) e um pouco mais chegada a Almendra e a Castelo Melhor a Quinta do Custódio. Já na encosta sul do Douro, a Quinta de Castelo Melhor (Dourum).
Confinadas ao rio e à Ribeira de Aguiar as quintas da Ferreirinha: A Quinta da Granja, do Castelo e da Leda, que agora ostentam o topónimo da última.
Em todas elas podemos penetrar e nos envolver.
Sobranceiro ao Douro e delimitado pela Ribeira de Aguiar, localizado num amplo e destacado cabeço impõe-se a Calábria ou monte do Castelo, em cujo topo, aplanado, repousa imponente linha de muralha e derrubes de estruturas de antigo povoado, que ainda não tive coragem para escalar.

Saí de casa sem rota definida. Saí, literalmente, para desfrutar da bicicleta e acabei envolvido numa imensidão de cores outonais em pleno alto Douro vinhateiro!

Podem visualizar ou descarregar o TRACK aqui
 

  










segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Andando nas nuvens ...

No programa de ontem o que estava previsto era fazer uma daquelas voltinhas à moda antiga. Isto é saindo pela manhã, de mochila às costas com umas "sandochas" e algumas peças de fruta, regressando ao fim da tarde com alguns Km nas pernas e um "acumulado" já digno de registo. 
Do "menu" constava o Percurso Longo dos "Trilhos das Amendoeiras" introduzindo-lhe apenas umas pequenas alterações de forma a evitar o mais possível a lama. 
Bem longe estaríamos nós de imaginar os "momentos" únicos e as vistas que iríamos encontrar a longo de todo o percurso e que tornariam este Domingo irrepetivel!
Logo após o toque da alvorada deu p/ ver que o dia não iria ser fácil. 
Se no perímetro da vila o sol raiava o mesmo não acontecia pelo vale do Douro, envolto em espesso manto de nevoeiro. 
Nada que intimidasse meia dúzia de amantes da modalidade!

Os "carunchos" do dia foram:
                        Carlos Gonçalves
                        Carlos Russo "Ninja"
                         Luís Santos (Chapeiro)
                         Pedro Tondela "Tuna"
                         Tó Condesso
                         Paulo Moreira (Prof. que anda a fazer a recruta com a rapaziada!)

Pouco passaria das 9,00 horas quando saímos em direcção à Serra da Marofa onde não subimos. Até à "Ronca" seguimos o alcatrão. Seguiram-se as serras da Freixeda e do S. Marcos onde nos foi proporcionado ver todo o vale envolto em espesso manto de nevoeiro apenas "pintado" de onde em onde com pequenas "ilhas" correspondentes aos pontos mais elevados e que nos haveriam de proporcionar um espectáculo de difícil repetição.















(Freixeda do Torrão)


(O 1.º azarado do dia: Um "rasgo" no pneu da frente na bike do Tondela)


(Ao fundo Penha de Águia)

Até Penha de Águia apenas a assinalar um "rasgo" no pneu da frente da montada do Tondela prontamente resolvido com recurso a uma câmara de ar. De Penha de Águia até Freixeda do Torrão seguimos pela Portela (caminho junto ao cemitério). Em Freixeda do Torrão tomámos a direcção da capela de Santana seguindo, depois, pelo caminho que vai entroncar na EM Vale de Afonsinho\Algodres, que seguimos até Algodres. Aqui uma breve paragem no "Escondidinho" para reposição de calorias e hidratação.



De Algodres saímos em direcção ao norte por largo arruamento que nos conduz à capela de Santa Cruz (também conhecida por capela da Misericórdia), de puro estilo românico e "Fonte Cabeço", entrando no trilho da GR do Vale do Coa, que fizemos em boa parte até Castelo Melhor.
 A "Fonte Cabeço", de matriz romana exibe no topo do arco da entrada as armas reais invertidas. Curioso!
Pelo meio passagem por Almendra.
Em Castelo Melhor novo contratempo. A vitima, desta vez, foi o Luís, que viu um grande espinho "pregado" no pneu da roda da frente da sua montada.

(Fonte Cabeço - Algodres)

 (Fonte cabeço - pormenor do topo do arco da entrada onde é visível o escudo real invertido )


(Em Castelo Melhor)

Após Algodres o nevoeiro foi-se dissipando transformando-se em nuvens altas. De tal forma que deu para contemplar toda a espectacularidade do vale do Douro Vinhateiro.
Em Castelo Melhor, em sentido ascendente, seguimos na direcção da capela de Santa Barbara., onde demos inicio à frenética descida que nos havia de conduzir até à desactivada estação ferroviária. Pelo meio uma sessão fotográfica. 
É, quanto a mim, um dos locais mais bonitos de todo o Douro Vinhateiro.





(O "Ninja" em acção na frenética descida p/ o Douro)


 (Em direcção ao Douro)


Após a descontraída sessão de fotografia que todos quiseram fazer o "Ninja" deu conta do GPS do Pedro Tondela no chão, caído do suporte sem que desse conta e já havia descolado a alta velocidade encosta abaixo. O que deu logo azo a umas ideias brincalhonas dos restantes.
Quando cheguei à estação já o rapaz enveredava pela subida à procura do dito GPS que ia no bolso do "Ninja". 
Lá tivemos um pouco de "piedade" do rapaz!...
Na desactivada estação de Castelo Melhor nova pausa para reposição de calorias.
A passagem pela ponte ferroviária sobre a Ribeira de Aguiar gera sempre algum alvoroço na rapaziada. 
Imediatamente a seguir à ponte nova sessão de brincadeiras com o "Ninja" a tentar trepar a rampa que dá acesso à Quinta da Granja.
Vejam a brincadeira na página pessoal do Facebook do Luís aqui.

Na Quinta da Granja  mais um "reforço" alimentar, agora de laranjas a que seguiu uma lavagem improvisada das bikes numa torneira\mangueira que estava mesmo ali à mão. A do Luís saiu de lá a brilhar, tal o esmero que pôs na acção!...


(Vestígios do "crime"!)


Nos Picões, depois daquela muito "loooonnnnga" subida de mais de 7 km desde o S. Cibrão, novo momento de descontração com o "Ninja" a brindar-nos com mais umas habilidades.



Em Escalhão nova paragem para "hidratação".

Até Figueira de Castelo Rodrigo pela ponte romana da Ribeira de Aguiar.

Chegada a Figueira pelas 16,30 horas com perto de 70 Km nas pernas e ... paisagens de cortar a respiração.

IRREPETIVEL!

Resumo do dia:
                  Distancia: +/- 67 Km
                  Subida: 1687 m
                  Descida: 1541 m
                  Velocidade média: 13 Km/h
 
Pode visualizar ou descarregar mais fotos aqui.

Pode visualizar ou descarregar o TRACK aqui.


domingo, 16 de dezembro de 2012

Voltinha Domingueira - Da Marofa até ao S. Marcos

Diz o dito popular que o vagar faz colheres!
E é bem verdade!
Como a rapaziada do pedal hoje se intimidou com o mau tempo, onde eu me incluo, não me restou outra alternativa que não abordar a "Voltinha" do fim de semana passado - 9 de Dezembro.
Ao contrário do que sucedeu hoje o dia esteve óptimo para a pratica da modalidade, embora alguns se desculpabilizassem com o frio a pretexto de ficar mais umas horitas agarrados aos cobertores!...
À hora combinada apareceram quatro carunchos: Os três "cotas" e o Bastos, que depois de longa ausência, se juntou ao pessoal do pedal.
 Voltinha suave, pois a condição fisica nesta altura do ano a isso obriga, que nos haveria de levar até à Marofa, em jeito de aquecimento e ... a pensar na Via Sacra, (que desci a todo o gás, pois o trilho está espectacular), prosseguindo, depois pelas serras da Vieira e S. Marcos, indo interceptar a E.M. Penha de Águia/Luzelos/Ponte Coa onde virámos a nascente, em direcção a Penha de Águia e depois Vale de Afonsinho e daí até Figueira pelo caminho mais curto - E.M..
A registar dois pequenos "incidentes": O Bastos teve um furo (lento) e eu, na ligação Penha de Águia\Vale de Afonsinho fiz um pequeno rasgo no pneu da frente da minha montada que me obrigou à utilização (provisória) de câmara de ar.
 Esta é a melhor altura do ano para fazer estes espectaculares trilhos, onde me dei ao "luxo" de cometer alguns excessos ... com o velocimetro a efectuar registos instantaneos bem acima dos 50 Km!

Pelas 13,00 horas estávamos de regresso a Figueira.

Algumas imagens (da autoria do Bastos e do Luis):


(Trilho que nos levaria até à serra do S. Marcos, ao fundo)


(Em Penha de Águia)


(Trabalho extra!...)


(Enquanto uns se submetiam a trabalhos forçados ... outros exebiam-se para a câmara!...)


(... onde se inclui o Bastos!...)


(Pormenor do empedrado, onde fiz o rasgo no pneu!...)


(Trilho que nos levaria até Vale de Afonsinho, ao fundo)



Resumo do dia:

Distancia percorrida: +/- 35 Km
Acumulado ascendente: 957 m
Acumulado descendente: 885 m

Gráfico de altimetria


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

EUREKA - BEM VINDOS À UNIÃO EUROPEIA!

O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo tem cerca de 514 Km2 de área e é delimitado a norte pelo rio Douro, a nascente pelo rio Águeda e a poente pelo rio Côa, o que faz com que seja quase obrigatório, nas nossas "voltinhas", lavar sempre os pés num  destes cursos de água.
A paisagem do Coa e do Águeda é bastante similar: Afloramentos graníticos e declives extremamente acentuados, onde predominam a oliveira, a amendoeira e, bem junto à foz de ambos, a vinha.
A esses declives extremamente acentuados as gentes daqui chamam "arribas" quando se referem às escarpas do Águeda e "ladeiras" quando se referem às do Côa.
Ontem andámos pelas "arribas". 
E que volta nós fizemos. 
O dia esteve perfeito para a pratica da modalidade: Céu limpo, temperatura bem perto dos 20 graus. e seguramente bem superior quando chegámos a Barca de Alva. Os trilhos estavam espectaculares, mercê das chuvadas (de outono) dos dias anteriores.
O objectivo principal era fazer Figueira\Barca de Alva\Figueira pela margem esquerda do rio Águeda, até Barca de Alva, subindo depois pelo S. Cibrão até aos Picões e daqui até Escalhão, evitando ao máximo o alcatrão. 
Com este objectivo em mente, iniciámos o percurso em direcção a sul, pela EN 221, contornando Castelo Rodrigo pelo seu lado mais soalheiro, progredindo até Vermiosa, Almofala, Mata de Lobos, Escalhão e Barca de Alva.
Em Barca de Alva uma pausa para hidratação e reposição de energias.
Ficámos com mais um espectacular percurso até Barca de Alva. (Na Quinta da Fronteira, antes de Barca de Alva e bem junto ao Águeda, ainda precisa de uns ajustes pois tivemos que "pular" a cerca, mas de futuro irá constituir uma excelente alternativa aos "Picões").
Como pedalávamos bem junto à linha de fronteira, em zona de conflito entre as redes espanhola e portuguesa, os telemóveis eram constantemente bombardeados com SMS: "Bem vindo à união europeia".
Viva a união europeia. Viva a Espanha, carago!...
É certo que este cantinho só é português graças à cegueira do nosso D. Dinis que o surripiou aos castelhanos pelo Tratado de Alcanizes!... 
Isto, por certo, deve ser assim como que uma espécie de Andorra da tanga!...


Algumas imagens deste espectacular percurso:

(Saindo de Figueira, pela E.N. 221, junto à Sra. da Conceição)






(Entrando nos limites da freguesia de Vermiosa, ao fundo)


(As cores quentes do Outono - Vermiosa)

(A albufeira de Stª Mª de Aguiar, com Castelo Rodrigo ao fundo)

(Entre vinhedos - A caminho de Almofala)

(Cruzeiro do Roquilho - Almofala)

(As "arribas" do Águeda)


(Castelo Rodrigo e serras da Marofa e Vieira, com Figueira do lado direito)

(Troço de calçada portuguesa, junto a Mata de Lobos)

(Cruzeiro, junto a Mata de Lobos)

Nota: Estas manifestações de culto indicam-nos que estamos na presença de um "Caminho de Santiago". Estão presentes em toda a linha de fronteira e parecem direccionar-nos sempre até Castelo Rodrigo.

(Fonte Nova - Mata de Lobos)

(Paisagem, onde ja é possível visualizar o Penedo Durão)

(Paisagem típica)

(Ao fundo já se consegue distinguir o Penedo Durão)


(La Fregeneda, com o Penedo Durão ao fundo)


(Chegando a Escalhão)

(Transpondo um obstáculo)

(Vinhas, junto a Escalhão)

(Pelo caminho do Vau - Escalhão)

(Os pombais são parte integrante da paisagem)

(Este belo quadro foi pintado do alto da Sapinha - Escalhão)

(Nos domínios da Quinta da Fronteira, bem junto do Águeda)

(Romãs - Quinta da Fronteira - Barca de Alva)

(Adivinhem o que estavam a fazer estes dois marmanjos)


(Apanha da azeitona - para conserva)

(Azeitona para a "água" - como se diz por aqui)


(Azeitonas - Variedade negrinha)

(Pulando da cerca da Quinta da Fronteira)


(Saindo de Barca de Alva - pela margem esquerda do rio Douro)

(Barca de Alva - Ponte Sarmento Rodrigues)


(Rio Douro, em Barca de Alva)


(Marcas de outros tempos - Património Nacional - Km 198,617 da Linha do Douro)


(Quinta do Silho)

(Monte do Castelo - Ainda havemos de lá chegar este ano!...)


(Banco de jardim, junto à Igreja matriz de Escalhão)


(Os "cotas" em Escalhão, junto à rotunda)


(Em direcção à "ribeira")

 
Resumo do dia:

Distancia percorrida: 74,2 Km
Acumulado ascendente: 1485 m
Acumulado descendente: 1443 m
Velocidade média: 14 Km/h

Altimetria:














Pode visualizar ou descarregar o TRACK aqui