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terça-feira, 17 de julho de 2012

AS VOLTAS QUE O VERÃO DÁ

Esta é a época mais "chata" do ano para a prática do btt.
Trilhos extremamente duros e agressivos, poeira em dose q.b., temperaturas elevadíssimas, fogos florestais, ... para já não falar das moscas, aos milhões na serra da Marofa!...
A partir de meados de Junho a maioria dos praticantes desta actividade altera completamente as suas rotinas. 
Os pneus de tacos dão lugar a pneus de estrada ou mistos como é meu caso.
Os trilhos cedem lugar ao asfalto!...
As férias, os festivais\concertos de Verão, fazem o resto.
Da parte que me diz respeito também não é diferente. Já tive uma fase em que, chegada esta época, apenas fazia estrada.
Ultimamente tenho optado por um "mix" de terra, intercalada com alcatrão, com alguns cuidados na escolha dos percursos, como foi o caso de ontem (domingo).
Mas para que isto aconteça é preciso sair de casa bem cedo.
Não pode haver descuido ou atrasos, pois o astro rei não é de complacências.

Assim, a saída ocorreu um pouco depois das 7,00 horas, em direcção a Almeida, pela E.N. 221 até ao cruzamento\rotunda da serra da Marofa\Castelo Rodrigo\Almeida\Pinhel e daí pela E.N. 332 até à Zona Industrial, onde apanhámos o trilho que nos haveria de levar até Vilar Torpim, Reigada, Termas da Fonte Santa e Almeida. 
Saindo de Almeida pelas Portas de S. Francisco, até ao Largo 25 de Abril, recentemente intervencionado, com uma breve paragem no "Granitus" para o café matinal e reabastecimento de água, em direcção ao Santuário da Srª da Barca, onde não chegámos, descendo por calçada (romana???) irregular até ao rio Côa, que transpusemos pela (velha) Ponte Grande e onde podemos visualizar as marcas da GR22. Cruzado o rio e depois de acertar com a E.N. 340, houve necessidade de recuperar boa parte da altura que havíamos descido, trepando novamente por calçada (romana???) até cruzar largo estradão que nos haveria de conduzir à Ponte dos Gaiteiros (exemplar de ponte romana extremamente bem conservada), sobre a ribeira com o mesmo nome, e Valverde, onde apanhámos a E.N. 324 por alguns Km até acertar no trilho que nos levaria até bem perto de Vale de Madeira e daí, por trilho extremamente técnico, até ao vale do coa (Sr.ª de Monforte) que transpusemos na ponte rodoviária que liga Figueira C. Rodrigo a Pinhel - E.N. 221.
Aqui o Pedro deu conta do seu primeiro furo, que foi prontamente resolvido com um daqueles remendos rápidos autocolantes. Uma pequena maravilha!....
Como já vínhamos acusando falta de água decidimos subir, quase sempre por alcatrão, até ao lugar do Milheiro para reposição de líquidos, seguindo, depois, até aos Luzelos e daí, por trilho algo agressivo nesta época do ano, até à aldeia fantasma de Colmeal onde "enfiámos", novamente, pelo alcatrão até Figueira, onde chegámos passava um pouco das 13,00 horas e com cerca de 75 Km nas pernas. 
Uma breve paragem no "Tó Mané" para uns hiper refrescantes "cai-bem".

Voltinha extremamente relaxada feita na companhia do Luís (chapeiro) e do Pedro (alemão) que nos apresentou a recém adquirida CANYON (muito agradável à vista e extremamente leve).


(Antes da descida que nos levaria até à Fonte Santa - Almeida)


(Em Almeida, no Largo 25 de Abril, recentemente intervencionado)


(Sobre a Ponte dos Gaiteiros, antes de Valverde)


(Antes da descida que nos levaria até ao vale do coa, com a serra da Marofa lá longe)


(A CANYON do Pedro com o leito do coa ao fundo)


(O 1.º furo do Pedro, na E.M. que nos levaria até ao Milheiro)

Resumo do dia:

+/- 75 Km
Velocidade média: 16 Km
Acumulado ascendente: 1500 m
Acumulado descendente: 1511 m

Gráfico de altimetria (depois de editado o trajecto):













Pode visualizar ou descarregar o TRACK aqui.
O Pedro fez algumas fotos que colocarei aqui assim que disponíveis

sábado, 9 de junho de 2012

PELO VALE DO COA (FAIA BRAVA)

Como foi escrito aqui, o presente Blog tem por principal objectivo dar conhecer a praticantes da modalidade o trilhos por mim percorridos, em especial os efectuados na área do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.
Como escrevi em resposta a um comentário recente, o presente Blog tem, também, por objectivo levar aos amigos (do pedal) as aventuras que não podemos partilhar no terreno.
Por norma, estas "voltinhas" são projectadas tentando sempre conciliar as vertentes desportiva\lazer com o património, seja ele natural, como foi o caso de hoje, ou histórico\arquitectónico.
A reserva da Faia Brava, bem junto ao rio Coa, foi-me "apresentada" pelo meu filho mais novo depois de por lá ter efectuado um passeio\visita escolar, que aperfeiçoei.
Assim, a saída de Figueira deu-se pelo lado norte, pelo trilho que normalmente nos leva até Barca de Alva.
Quando chegamos à Quinta da Veiga, bem junto à Ribeira de Aguiar, que não chegamos a transpor, flectimos em direcção a poente até ao limite de Vilar de Amargo, quase sempre por trilho ascendente.
Até Algodres apenas merece registo especial uma violenta descida, extremamente técnica, logo após a pedreira, que os mais "afoitos" fizeram a todo o gás.
Impressiona a velocidade a que o "Ninja" e o Telmo Ramalho fizeram aquela descida.
Em Algodres, após uma paragem técnica no "Escondidinho" para um cai-bem, apanhámos a GR do Vale do Coa (com ligeiras variações) até à E.M. que liga Quintã Pêro Martins a Cidadelhe.
 Os parolos não prosseguiram sem antes dar uma volta à aldeia à procura de água potável!...
 A GR do Vale do Coa é uma rota pedestre, devidamente homologada pela FCMP e sinalizada com as marcas de cores vermelha e branca, embora nalgumas partes seja ciclável. Vale todo o esforço despendido. Pena que o trilho acuse alguma falta de manutenção.






(Conseguimos apreciar esta manada de garranos até ao final da vedação)


(Pulando a cerca - a reserva ficava para trás)

Em Quintã de Pêro Martins depois de termos virado uma jeropiga na garagem do amigo Zé Artur chegou a hora dos maçaricos serem submetidos a uma sessão de trabalho extra como se demonstra nas imagens seguintes.


(O João Pedro Quadrado foi o primeiro a fazer uma bela demonstração!...)


(Seguindo-se-lhe o Tiago Pena, que para espanto de todos apareceu sem bigode!...)


Apesar do adiantado da hora e depois de breve conferência decidimos seguir até à Moreirola, sempre bem junto ao Coa por trilho espectacular.





(Ao fundo o rio Coa)


(Pormenor do rio Coa, onde se vê o caminho que iríamos percorrer)


(Descida extremamente inclinada, onde é posta a prova a fiabilidade dos travões)



A partir daqui começaram a faltar as "pilhas" ao pessoal.
Confesso que não estava à espera de um grau de dificuldade tão elevado. Contava estar em casa o mais tardar pelas 13,30 horas.
Chegámos por volta das 15,30 horas.
Vá lá que ainda me deu para meter a mochila às costas com umas "barritas" e uma maçã!
Nunca mais volto a sair de casa sem umas boas "sandochas" de presunto.
Capa e merenda nunca pesaram a ninguém!...
Conhecendo bem esta rapaziada cheguei a recear que tivéssemos que lançar um SOS.
Vá lá que ainda foram aparecendo umas "sandochas" de fiambre que foram rateadas e sabiamente divididas pelos mais carentes!
No Milheiro mais uma paragem para reposição de líquidos - água.
Aqui o João Pedro já acusava em demasia o cansaço físico. A verdade é que estava novamente com um furo lento na roda da frente.
Ligou à assistência que viria a recolhê-lo no Colmeal velho.
No Colmeal (velho) a rapaziada ainda aproveitou para fazer umas habilidades como se demonstra nas imagens que se seguem.


(O primeiro foi o Telmo!...)

(Seguindo-se-lhe o "Ninja"!...)


(O autor do Blog também fez a sua perninha!...)



 (Depois de varias tentativa, finalmente a foto do grupo)


Depois do Colmeal foi penar, a bem penar, até à Marofa.





(o principio de um grande empeno!...)

Na Marofa alguns rapazes (o Telmo e o "Ninja") ainda ensaiaram umas habilidades.
É impressionante o que aqueles "ganda" malucos fazem com as bikes.
Contado ninguém acredita.
Seguiu-se a descida da "Ronca", que normalmente fazemos no sentido ascendente, onde apanhei uma valente "mordedura de cobra" ou trilhadela.
Eram 15,30 horas quando cheguei a casa, com mais um valente empeno mas cheio de apetite.

Domingo próximo está prevista (ou prometida) mais uma volta espectacular: O Sendero do Águeda ou GR 14.1. Aceitam-se inscrições!...

Os "Carunchos" do dia foram:

Carlos Gonçalves
Luís Santos (Chapeiro)
Carlos Russo "Ninja"
Pedro Tondela
Tiago Pena
João Pedro Quadrado
Telmo Ramalho (que ontem se juntou à rapaziada depois de longa ausência)


Resumo do dia:
+/- 57 Km percorridos
Em 6,10 horas, das quais 4,25 horas em movimento e 1,45 horas parados
Velocidade média: 9 km/h
Acumulado ascendente: 1411 m
Acumulado descendente: 1362 m

Gráfico de altimetria


A Galeria de Imagens  pode ser visualizada aqui
 Pode visualizar ou transferir o TRACK aqui