sexta-feira, 10 de agosto de 2012

GUARDA - MONDEGUINHO - GUARDA (2012)

Pelo 3.º ano consecutivo estou a fazer este percurso fabuloso pela Serra da Estrela.
Da primeira vez, a 11 de Setembro de 2010, tendo como guia o Rui Melo, na companhia do Castro, Nuno (Marques), Pedro Quelhas, Tó Condesso, Pedro Nuno (o meu "puto" mais novo).
O Rui chamou-lhe a "Volta da Tanga" e imortalizou a passagem com algumas imagens que introduziu no seu Blog  e que podem ser visualizadas aqui e aqui.
Com o Rui, saímos da Guarda, pela "Carreira de Tiro", em direcção a Vale de Estrela e, pela E.N. 18, até ao "Alto de Famalicão" onde entrámos  no trilho que nos levaria ao longo do Mondego, pelo Fragusto, Gorgulão, Srª de Assedasse (ou será Acedasse???), Covão da Ponte, Pousada de S. Lourenço, Mondeguinho, Malhão, Alto de Folgosinho, cabeça do Faraó, Videmonte, Trinta, onde, por trilho apertado mas extremamente agradável, prosseguimos até ao Caldeirão, onde houve lugar a refrescantes banhos nas águas da albufeira, trepando, depois, até à Guarda, com passagem pelas Maçainhas.
Passeio fantástico com cerca de 87 Km e 2000 m de acumulado ascendente.
Em 2011, a voltinha foi repetida a 7 de Agosto, desta vez apenas com "carunchos". 
Como já sabia o caminho, fui eu o guia.
Comigo alinharam: Luís (Chapeiro), Nuno Dias, Pedro Alcides, Tó Condesso, "Bita" e o Tó Bastos (que foi repórter oficial).
 A Volta foi em tudo idêntica à do ano anterior, acrescentando ao percurso uma visita à Azinha, de onde se obtém vista fabulosa sobre Manteigas e vale glaciar do Zêzere.
O Bastos chamou-lhe a "Serra da Estrela (Em Busca da Sandes da Carina)" cuja reportagem pode ser visualizada aqui.

 Este ano, aconteceu no Sábado (11 de Agosto de 2012) e os "Carunchos" do foram:

- Carlos Gonçalves
- Luis Santos (Chapeiro);
- Nuno Dias
- Carlos Russo "Ninja"
- Tó Condesso
- Jota (João Carlos Tondela)
- Ricardo (Pimenta)
- Hélio (Pinhel)
- David Paredes
- Vítor Coutinho "Bita"

 E que volta nós fizemos. 
Foi, com disse o "Ninja", de sol a sol. 
Saimos da Guarda ainda não eram 7,00 horas e chegámos deveriam faltar 20 minutos para as 20,00 horas.
Às 5,30 horas saímos de Figueira em direcção à Guarda, onde chegámos por volta das 6,30 horas. Um pouco antes das 7,00 já rolávamos pela Rua 31 de Janeiro em direcção ao Chafariz da Dorna, Tintinolho e daí pela calçada romana até ao vale do Mondego (praia fluvial de Aldeia Viçosa), Mizarela, onde acertámos com a famosa subida da Rainha (onde penamos a bem penar até chegar ao topo), progredindo, depois, até Videmonte.

(Na Guarda - Preparando as montadas, junto à Rotunda da cadeia)

(No Tintinolho, antes da calçada romana)


(Depois da "Rainha", em direcção a Videmonte)

(Chegando a Videmonte, onde nos deparámos com o "mamarracho" que está à esquerda da imagem. Quem autorizou isto?)


(Videmonte - Ainda cheguei a ver este moinho em plena laboração ... Longe vão esses tempos!)

(Paragem técnica em Videmonte, para hidratação e reposição de sólidos)


(O Condesso (orgulhosamente) exibindo a sua banana - descascada!!!...)


 (Videmonte - Em direcção à Quinta da Taberna)


(Na mata do "Fragusto")

 Em Videmonte partimos em direcção à Quinta da Taberna e daí, por trilhos com muita sombra, progredimos até ao "Fragusto".


(Atravessando a ribeira que antecedeu o "Fragusto")


(Foto de grupo no "Fragusto")

 Até ao "Fragusto" nada de relevante a assinalar. Apenas um furo numa montada e uma queda na calçada romana, tudo sem quaisquer consequências. A partir daqui e até ao Gorgulão os deuses não quiseram nada connosco. 
Logo no inicio o pessoal ainda se entusiasmou mas depois!...

(No trilho que nos levaria até ao Gorgulão - tínhamos acabado de largar o trilho que no ano passado no tinha levado até à "Azinha" )


(Na montada do "Bita" apareceu um corte no pneu ...)


(Enquanto uns eram submetidos a trabalho suplementar...outros lubrificavam a transmissão)


(Outros descansavam a malvada ... se adivinhassem o que veio a seguir!...)


A caminho do Gorgulão registou-se uma violenta queda onde estive directamente envolvido, provocada por uma mudança brusca de direcção do Hélio na passagem de uma vala, motivada pelo excesso de areia, no exacto momento em que eu desenvolvia a máxima aceleração possível para a sua transposição e que só por milagre não provocou graves danos humanos e materiais.
Ainda gritei mas era tarde demais!...
O Hélio foi abalroado com muita violência.
Chegámos a temer o pior pois permaneceu imóvel e extremamente queixoso por alguns segundos. Tudo não passou de um valente susto!...
Apenas algumas mazelas nos esqueletos!...
No equipamento nada de relevante a denunciar.

(No Gorgulão, enquanto uns tratavam das pernas!...)


(...outros repousavam o esqueleto na bancada!...)

 No Gorgulão "embarquei" noutra grande asneira: Encharquei a "badana" dos calções na água do tanque ...que me viria a custar uma valente "assadura" na zona de contacto com o selim.
Isto para além de ter feito praticamente o restante do percurso apenas apoiado nos pedais!...
Em cerca de 15 anos que já levo na prática de btt nunca tinha recorrido ao "bepanthene"!...
Estamos sempre em processo de aprendizagem!...

O Gorgulão está localizado no limite territorial da freguesia de Sameiro - Manteigas.
Não deixa de causar impacto negativo o estado de abandono a que está votada a área. Um grande painel indica-a como zona de lazer e de manutenção, só que toda a envolvente e aparelhos ali instalados denunciam desleixo total.
Não seria preferível alienar este património (casa do guarda) a particulares, com salvaguarda da manutenção do espaço envolvente!
 Interessados, por certo, não faltariam.
Será que não há umas dezenas (poucas) de euros disponíveis na entidade que gere o espaço para assegurar a sua manutenção?


(O Gorgulão ficava para trás)





(O vale do Mondego - Srª de Assedasse e Covão da Ponte, não visíveis)


(Ao fundo já era visível a subida que nos levaria da Portela de Sameiro até à Pousada de S. Lourenço)




(Trepando até à Pousada)

Prosseguindo pela Portela de Sameiro, subimos até à Pousada de S. Lourenço, onde, pelo meio, tropeçamos com estes dois "amigos".
Gente simples, que irradiava simpatia e nos proporcionou "dois dedos de conversa". O encontro ficou registado com as imagens que se seguem.





(Pedalando em direcção à Pousada de S. Lourenço)


(Ao longe o vale glaciar do Zêzere)


(O Nuno "destapando" o radiador!...)

(Na Pousada de S. Lourenço)

(Manteigas e o imponente Vale Glaciar do Zêzere)


(Aqui nasce o Mondego)

(Deveriam ser umas 13,30 horas quando chegámos aqui)


(No "Ti Branquinho" - D. Judite e a sobrinha (???) desestabilizando o "miúdo" Ricardo!!!...)

No Mondeguinho mais uma vez "tropecemos" no Tiago Lages e no Mané que, tal como nós, também eles aqueciam os radiadores pela Estrela.
(Esta é a 3.ª vez que nos encontramos. Da 1.ª vez, foi na EN que liga Barca de Alva a Freixo Espada Cinta, na época das amendoeiras floridas. Da 2.ª vez foi após Barca de Alva, nos limites da Quinta do Silho, fazia ele a "varredura" da Transportugal e nós uma voltinha domingueira. O 3.º tropeção no Mondeguinho. Onde será o próximo?)

No "Ti Branquinho" foi a algazarra do costume, com a D. Judite a irradiar simpatia por todos os poros.

Lamentavelmente não tirei uma foto às famosas "sandochas" com que esta senhora nos brinda.

Fica uma imagem extraida do Blog do Tiago Lages (espero que não reclame direitos de autor!!!)


 (Esta é só metade de uma. Alguns aviaram 2 x 2 como esta!...)


(A foto de família!...)


 (Entrando no trilho que nos levaria até ao Malhão)


 (Antigo celeiro dos "Serviços Florestais" - A degradação e o abandono a que estão sujeitas estas infraestruturas dos serviços públicos. Equipamento serve agora de curral de cabras, visíveis na imagem)


(Avistando o ponto mais alto da volta - O Malhão - a 1600 m de altitude)


 (Marco geodésico do "Malhão")


 (A cidade da Guarda vista, através de zoom óptico, do Malhão)


 (O Hélio na descida da "Santinha", no sentido do "alto" de Folgosinho)


(Chegando ao "alto" de Folgosinho, depois de descida vertiginosa)

Quando descíamos na direcção de Folgosinho não é que encontramos uns cromos, empoleirados numa  pick-up, que pretendiam fazer "downhill"  ou "all mountain" e nos queriam acompanhar na descida, julgando que íamos até Folgosinho!...
Lá os conseguimos demover da ideia, dizendo-lhes que íamos na direcção de Videmonte!
E não lhes estávamos a mentir!
Com os trilhos extremamente empoeirados imaginem quem se lixava!!!...


(O Condesso em grande estilo ... na direcção errada!...)


A partir daqui não há imagens, porque ... fiquei sem "memória" na minha "Sony".

A progressão fez-se pela "Cabeça do Faraó" até Videmonte e daqui, por alcatrão, até aos Trinta, onde apanhámos, quanto mim, o trilho mais engraçado da volta, por onde progredimos até alcançar a barragem do Caldeirão, onde alguns lavaram os pés e outros tomaram um reconfortante banho.
Depois foi penar, a bem penar, até às Maçainhas e dali até à Guarda, onde chegamos já passava das 19,30 Horas.

Volta fantástica, feita em boa companhia. A repetir.

Resumo do dia:

Distancia percorrida: 98,3 Km
Em +/- 13,00 Horas, das quais cerca de 5,00 com ausência de movimento.
Velocidade média (em movimento): 12 Km/h
Acumulado ascendente: 2919 m
Acumulado descendente: 2924 m

O TRACK do percurso (e altimetria) pode ser visualizado ou descarregado aqui

Pode visualizar ou descarregar a Galeria de imagens aqui

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

DE NOITE TODOS OS GATOS SÃO PARDOS

 A noite passada foi de passeio nocturno ... até Barca de Alva.
Pelas 21,30 horas o pessoal foi-se concentrando junto ao "XP" com o propósito de alinhar numa nocturna, tal como tinha sido combinado de véspera.
Após breve hesitação, pois a ideia inicial era fazer os trilhos da Marofa e zona envolvente, lá consegui convencer o pessoal a rumar até Barca de Alva.
Esta foi a minha primeira nocturna e julgo que da grande maioria dos participantes. 
Como foi?
Não foi bom nem  foi mau. Foi diferente.
No entanto devo confessar que não fiquei adepto e por uma razão muito simples: Faz-se exactamente o que se faria durante o dia, com uma pequena diferença - o risco de queda aumenta exponencialmente.
As sombras parecem valas e as valas parecem sombras!!!
Talvez porque não tenha utilizado material de iluminação e pneus adequados a este tipo de aventuras!
E a prova disso é que ainda fui uma vez ao tapete, sujando apenas o equipamento, e, também por uma vez, tive que dar o salto porque a montada entrou numa vala (daquelas que parecia uma sombra)!!!
A grande maioria apareceu apetrechado com material de iluminação nocturna capaz de fazer inveja a muitos camionistas!...

Pouco passaria das 21,30 horas quando iniciámos a marcha em direcção a Barca de Alva, quase sempre por trilho descendente. 
Saindo da vila pela E.N. 332 até acertar no trilho que nos haveria de levar em direcção à Quinta da Veiga, onde transpusemos a Ribeira de Aguiar (seca, para minha total surpresa) pelo pontão, que por ser de noite se me pareceu muito mais estreito, prosseguimos até encontrar o portão que dá acesso aos domínios da Quinta dos Picões, onde tropeçámos (literalmente) numa carrinha "estacionada" no meio do caminho e a poucos metros desta um rebanho de ovelhas, cães em dose q.b., visualizando o pastor na penumbra, notivagos, tal como nós.
Nos Picões pausa para reagrupar, progredindo, depois, em direcção a noroeste, de encontro às quintas da Boavista, Seixo Amarelo ... até acertar com a antiga estrada que faz a ligação à desactivada estação da CP de Almendra, onde não chegámos, flectindo antes em direcção a nascente, por largo estradão, até acertar com a Quinta do Silho, bem junto à margem esquerda do Douro, a poucos km de Barca de Alva, onde chegámos pela meia noite.
No cais de acostagem dois imponentes barcos de cruzeiro e veraneantes aos magotes nas esplanadas.
Ali se conversava em português, espanhol, francês, inglês ...
Após ruidosos aplausos e alguma troca de palavras de circunstancia, em especial com algum pessoal de bordo, prosseguimos com a nossa aventura, retrocedendo em direcção a Figueira, pela E.N. 221, sempre em sentido ascendente e onde o grupo se foi desmembrando, progredindo cada um ao seu ritmo, com reagrupar em Escalhão..
Já passava das 2 horas da matina quando chegámos, terminando a noitada na padaria "Rosinha", entrando pela "porta do cavalo" e onde triturámos uns belos produtos de pastelaria e virámos umas "bejecas" bem fresquinhas, que caíram que nem ginjas.
Uma noite diferente com rapaziada que fez boa companhia, com uns quantos furos a registar.
Alguns dos intervenientes fizeram imagens que inserirei assim que me forem facultadas.

Os carunchos da noite:

- Carlos Gonçalves
- Pedro Russo "Ninja"
- Pedro Tondela
- David Paredes
- Ricardo "Pimenta"
- Raul
- Bruno Russo
- João Pedro Quadrado
- Bruno "Pumpa"
- Nuno Dias


A pedido de alguns dos intervenientes o TRACK pode ser visualizado ou descarregado aqui


(Os carunchos agrupando junto ao "XP")


Imagens facultadas pelo Nuno Dias):

(O Tondela numa acção de sensibilização, com demonstração prática!...)


(O ajudante "Ninja" também colaborou nos trabalhos!...)


(O Raul exibindo a boa condição física ...na "Rosinha"!...)


(O Nuno exibindo os dotes vocais enquanto esperava pelos atrasados!...)


(O autor do blogue surpreendido com ...?)


(O Paredes esbanjando sorrisos ... repararam onde encalhou o rapaz à saída da "Rosinha"?)


(No cais fluvial de Barca de Alva, junto ao "Fernão de Magalhães")


(Esta linha separa o que eu quero ver daquilo ...)


(No Douro, em Barca  de Alva, sobre a ponte Sarmento Rodrigues - foto cedida pelo David Paredes)


(Em F. C. Rodrigo, na rotunda do "Clube")