quinta-feira, 23 de outubro de 2014

1.ª Meia Maratona Terra do Ferro - Torre de Moncorvo

Já noutras ocasiões tinha andado por estas bandas (ver aqui e aqui) e a vontade de fazer uma incursão pelos trilhos da Serra do Reboredo era muita. Proporcionou-se agora.
Esta meia maratona foi uma iniciativa do Município de Torre de Moncorvo com o apoio dos Bombeiros Voluntários locais, Agrupamento de Escuteiros, Guarda Nacional Republicana, Sabor Douro e Aventura e União de Freguesias de Felgueiras e Maçores.
A fazer fé na informação prestada pelo promotor seriam cerca de 60 os participantes nesta 1ª Meia Maratona BTT Terra do Ferro.
Toda a logística e concentração aconteceu na zona envolvente ao parque de Jogos de S. Paulo, em Torre de Moncorvo, onde, após um pequeno briefing e as boas vindas deixadas pelo Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal, Victor Moreira, um velho conhecido de outras andanças, foi dada a partida.
A organização colocou ao dispor dos participantes dois percursos: Um mais longo, com cerca de 45 km e outro mais curto com perto de 35 Km.
Após uma "voltinha de cortesia" por algumas das principais artérias da vila, o percurso viria a desenvolver-se pela Ecopista do Sabor até ao Larinho, seguindo depois pela envolvente da Serra do Reboredo até às galerias de acesso às minas de ferro (Cabeça da Mua) e éolicas, de onde se obtém vista privilegiada sobre Moncorvo.
Em Felgueiras aconteceu o reabastecimento de sólidos e líquidos, prosseguindo o trilho até Sequeiros, sempre a mirar o Douro e terminando em Torre de Moncorvo.
  Depois de reconfortante banho quente, seguiu-se o almoço\convívio entre todos, onde houve lugar à distribuição de prémios simbólicos a diversos participantes, de que destaco a entrega de um presunto para a equipa mais numerosa e pequenos troféus para os primeiros classificados. A mim tocou-me o prémio da veterania, e que a Organização, fazendo uso de uma linguagem politicamente correcta, titulou de "O mais Experiente", que de bom grado aceitei embora todos ficassem a saber que era o mais "cota" dos participantes!
Destaque especial para a colaboração da GNR na segurança dos participantes. O zelo no atravessamento de Estradas e o esforço desenvolvido pelos dois batedores que a cavalo "varreram" todo o percurso são merecedores de nota máxima.
 
Dia perfeito para a pratica da modalidade com os trilhos a convidarem a andamentos em "red line". 

Toda a envolvente proporciona paisagens de cortar a respiração: A norte o campo de visão estende-se pelo extenso Vale da Vilariça, onde de vez enquanto conseguíamos distinguir o azul proporcionado pelas águas do rio Sabor e a sul destaque para as encostas do Alto Douro Vinhateiro. 
As aldeias de Felgueiras, Açoreira, Sequeiros e de Maçores, observadas do topo da serra, mais parecem pinturas de arte "naif".
Ficou por fazer uma visita às famosas minas de ferro e ao museu sobre a mesma temática. O guia estava lá só que não deu mesmo. 
Ficou gravado o percurso para posterior incursão, com o guia do costume - Carlos Gabriel!
Destaque, também para a paragem "forçada" em Sequeiros, onde fizemos uma boa hidratação à base de "Cergal"!
Caíram que nem ginjas pois o calor apertava! 

As minas de ferro de Moncorvo, a fazer fé em noticias muito recentes, constituem um dos maiores depósitos de ferro da Europa e tudo indica que a exploração se reinicie até final de 2016.

P/ mim a "voltinha" teve de cerca de 45 Km muito intensos feitos na companhia do meu "puto" mais novo e do pessoal de Foz Coa, que, como já vem sendo costume, se revelaram uma óptima companhia.

Por tudo quanto foi dito e do que ficou por fazer vos posso garantir que para o ano lá estarei a participar na 2.ª edição da Meia Maratona de BTT da Terra do Ferro.

Nos (ditos) passeios organizados não transporto a "SONY" que, por norma, me acompanha, pois as organizações têm meios que mais tarde disponibilizam. Do que me viria a arrepender pois perdi uma óptima oportunidade de fotografar momentos irrepetiveis.

Algumas imagens que fui roubando a uns e outros:

(Neblinas matinais no Vale do Douro - Pocinho)


 (O meu dorsal)


(O grupo de Voz Coa\Figueira C. Rodrigo)

(Pelas ruas de Moncorvo)


 (Sempre bem acompanhados pela GNR)








(O meu "puto" em acção!)


(Paragem "forçada" em Sequeiros, para hidratação à base de Cergal)


(O grupo reunido à mesa)


(Entrega de pequeno troféu ao mais "cota")


Podem visular um pequeno video do evento aqui


Gráfico de Altimetria e resumo do dia:

   

Os mais exigentes podem visualizar ou descarregar o TRACK do percurso aqui.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Grande Rota do Vale do Côa - Dia 3

Tal como já referi em "posts" anteriores (aqui e aqui) a GR do Vale do Côa é um projecto promovido pela Associação de Desenvolvimento Territórios do Coa.
A ATN - Associação Transumancia e Natureza foi o parceiro seleccionado para fazer o levantamento, marcação, limpeza e manutenção do trilho bem como a entidade responsável pela sua promoção, dispondo para tal de um orçamento de 78 000,00 €, financiados pelo QREN Centro, no âmbito do programa PROVERE.
O percurso estende-se por cerca de 215 Km, que ligam a nascente à foz do rio Coa (ou vice-versa), atravessando limites territoriais dos municípios raianos do Sabugal, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo e ainda dos Municípios de Pinhel e Vila Nova de Foz Coa. 
O trilho pretende mostrar a rica biodiversidade da bacia hidrográfica do Coa, bem como o património histórico, arqueológico e cultural desta região de Riba-Coa.
Apresentado oficialmente ao público nos dias 3, 4 e 5 de Outubro passado pela entidade promotora do projecto.
Para os três dias de programa foram organizados passeios de BTT, que se prolongaram ao longo de toda a rota e ainda caminhadas por trilhos previamente seleccionados.
Do Programa oficial  para o dia 3 de Outubro constou ainda a assinatura de um protocolo de parceria para a manutenção e dinamização futura da Grande Rota do Vale do Côa, com os cinco municípios abrangidos – Sabugal, Almeida, Pinhel, Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz  Coa

O último dia do Programa teve o seu términus no Museu do Côa onde foi proporcionado a todos os participantes um lanche\convivio.

Os mais exigentes podem consultar o Programa completo aqui.

Eu apenas participei nas actividades "bttisticas" referentes ao 3.º dia - 5 de Outubro. 

 A parte mais difícil do dia acabaria por ser a alvorada, que aconteceu pelas 6,00 horas (da matina) de forma a poder estar um pouco antes das 7,30 horas junto do pavilhão gimnodesportivo de Pinhel a fim de validar a minha inscrição e efectuar o "transbordo" até à Quinta Nova onde, efectivamente, se deu inicio à etapa do dia.
Para este último dia de Programa apresentaram-se 20 praticantes da modalidade. Um pouco mais do dobro dos dias anteriores.

Andamento bastante lento. O que é comprensivel pois alguns dos participantes já acusavam um acumulado de cerca de 140 Km, referentes aos dias anteriores.

Quanto a paragens:
1.º Reabastecimento - Faia/Azevo - Km 17
2.º Reabastecimento - Algodres - Km 37
3.º Reabastecimento - Castelo Melhor - Km 50

Para além destas mais algumas, de que destaco a paragem forçada em Cidadelhe a fim prestar assistência ao Élio Simões, vitima de queda muito violenta e que lhe viria a custar uma ida ao hospital e uma outra em plena Faia Brava onde o pessoal se entreteve por largos minutos a "britar" amêndoa.

O osso mais duro do dia acabaria por ser a íngreme subida final, imediatamente a seguir à ponte rodoviária junto à foz do rio, e que nos haveria de conduzir até ao Museu do Coa onde termina esta GR do Vale do Coa. Valeu bem o esforço pois a paisagem de que se viria a desfrutar revelar-se-ia altamente compensadora.

Os banhos foram-nos facultados no  pavilhão gimnodesportivo de Vila Nova de Foz Coa.

O "Staf" foi simples e eficaz. Denotou alguma inexperiência e excesso de zelo nalgumas situações, que foi compensando com simpatia contagiante.

Relativamente ao reconhecimento que fiz no passado dia 8 de Julho direi que nada se alterou. As mesmas dificuldades e os mesmos obstáculos. Com excepção para a falta de água que, em consequência do reabastecimento que aconteceu na Faia, desta vez não se fez sentir, tudo o resto se manteve inalterado.
Chegados à E.N. 221\Ponte Coa a opção pelo alcatrão, em direcção a Pinhel, foi uma necessidade.
A foz da Ribeira das Cabras com tempo seco é ultrapassável, mas nos meses mais chuvosos do ano será mesmo para esquecer dada a sua perigosidade.
Após o Km 17,00, na Faia\Azevo (pequeno lugar, com meia dúzia de casas, completamente deserto) o trilho apresentou-se extremamente sujo e num pequeno troço mostrou-se mesmo impraticável devido às silvas que vão tomando conta do mesmo de forma muito intensa.
Na ligação Cidadelhe - Faia Brava aconselha-se o uso da E.M. que liga a Figueira de Castelo Rodrigo, pois o trilho dali até ao rio não é recomendável para "bttistas".
Depois de cruzar o rio entra-se na reserva da Faia Brava onde pode ser observado todo o trabalho desenvolvido pelo promotor - a ATN. Só por isto já vale a pena o passeio. Especialmente recomendável nos meses mais frios do ano.
Após o "reforço" de Algodres e até Almendra fomos encaminhados pelo percurso alternativo da GR que se viria a apresentar bastante desinteressante e que, quanto a mim, apenas serviu para queimar energia e fazer Km.
Saindo de Algodres pelo caminho que conduz à Fonte do Cabeço a opção mais interessante seria seguir sempre em frente, com a bússola a indicar o norte, até acertar novamente com as marcações da GR e por onde se teria que transpor a ribeira do Carrascal (também conhecida por ribeirinha de Almendra), por trilho fabuloso, bastante exigente em termos técnicos e de onde se poderia visualizar e apreciar a soberba paisagem do Vale do Coa  - Quinta da Erva Moira e zonas envolventes aos núcleos de gravuras rupestres da Panascosa e da Ribeira dos Piscos - em direcção a Almendra e posteriormente Castelo Melhor, pelos vinhedos da Quinta do Custódio.
Após o Orgal mais uma vez se aconselha o trilho alternativo que conduz até à ponte rodoviária que cruza o rio junto à foz.

A GR do Vale do Coa é um projecto ambicioso que em muito vem valorizar toda esta região Riba-Cudana, mas os seus promotores têm ainda muito para fazer. As marcações têm que ser revistas. Obrigatoriamente têm que ser sinalizados trilhos alternativos para pedestrianistas e "bttistas". O trilho denota gritante ausência de limpeza.

Se isto não acontecer de nada valem as promoções pois estaremos a vender gato por lebre.

Fazer um levantamento de alojamentos disponíveis ao longo do percurso é outra das prioridades que se impõe.

Aconselho, vivamente, os promotores a percorrerem a GR 14.1 (Sendero do Águeda) entre Escarigo e Barca de Alva, por Espanha e a reparar na sua exemplar marcação.

Algumas imagens deste dia "bttistico" feito em excelente companhia.


(Saindo de Quinta Nova em direcção ao trilho da GR)


(Os primeiros azarados do dia - David Rebelo e Carlos Figueira, que furaram em simultâneo)


(Na EN 221 - Fazendo o desvio)


(Atravessando a foz da Ribeira das Cabras)


(Um pouco antes do 1.º Reabastecimento - Faia\Azevo)


(Em Cidadelhe\Pinhel)


(Entrando nos domínios da "Faia Brava")


(Transpondo as famosas portaleiras, em forma de H, da Faia Brava)


("Britando" amêndoa na reserva da Faia Brava)


(Faia Brava - procurando o tesouro!)


(Na Faia Brava)


(Reabastecimento em Algodres\Figueira C. Rodrigo)


(Fonte do Cabeço - Algodres)


(Ao fundo Castelo Melhor - esta imagem só foi possível devido a um engano no percurso)


(Em Castelo Melhor\Vila Nova de Foz Coa)


(Passagem pelo interior de Orgal\Vila Nova de Foz Coa)


(Sobre o Museu do Coa, com o Douro ao fundo)


(A foto de grupo, sobre o Museu do Coa)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

2.ª CLÁSSICA DA FRANCESINHA (2014)

Depois do sucesso da edição do ano passado, as expectativas para este ano foram colocadas num patamar muito elevado. 
Mas à medida que as folhas do calendário iam caindo o entusiasmo ia esmorecendo e o que é certo é que no dia marcado "apenas" apareceram sete resistentes: dois caloiros e cinco repetentes.

Os heróis do dia:
         - Carlos Gonçalves
         - Carlos Russo
         - Pedro Nunes
         - Pedro Tondela
         - Nuno Loureiro (caloiro)
         - Daniel Reis (caloiro)
         - Élio Simões

A este grupo viriam a juntar-se nove valentões de Vila Nova de Foz Coa, a saber:
         - Carlos Gabriel
         - Toni Nevado
                                                                                   - Francisco Polido
                                                                                   - António Casal
                                                                                   - Bruno Veiga
                                                                                   - Valter Luís
                                                                                   - Nuno Paixão
                                                                                   - Manuel Anjos
                                                                                   - Carlos Mata

Do grupo dos repetentes faria também parte o Leonel Alves que veio de Leiria, propositadamente, p/ nos fazer companhia, a exemplo do que sucedera no ano transacto.

Ao percurso do ano passado seriam introduzidas umas pequeníssimas e pontuais alterações de que viriam a resultar três Km a menos e um acumulado de subida ligeiramente inferior (neste aspecto não houve unanimidade pois há valores para todos os gostos) e um ganho extraordinário em termos paisagísticos.
Até Vila Nova de Foz Coa pela N332.
Após Foz Coa pela N 222 até S. João da Pesqueira e que se haveria de prolongar até à Régua.
Na Régua, depois de cruzado o rio para a margem direita, prosseguimos pela N 108 até à Invicta.
Em S. João da Pesqueira o 1.º "Pit Stop" do dia para reforço alimentar solido e onde tivemos uma agradável surpresa: O amigo Filipe Carvalho estava à nossa espera para nos brindar com um porto de honra. 
Bem hajas amigo!
Algum desacerto na hora do almoço. 
Aconteceu muito próximo do Carrapatelo, por volta das 13,15 horas, quando só já faltavam 74 Km para o final da etapa e numa altura em que já muito boa gente acusava a falta de energia. Talvez tenha sido isto que viria a provocar graves danos físicos em algum pessoal de Foz Coa já bem perto do final.
Passariam dez minutos das 17,00 horas quando cheguei à Ponte do Freixo, onde já estavam os "pontas de lança".
A parte final acabaria por ser dolorosa para três elementos de Foz Coa. O Carlos Gabriel, António Casal e Bruno Veiga, todos eles com os mesmos sintomas patológicos: Fortes dores abdominais, vómitos e diarreia. O Bruno Veiga acabaria por ser o caso mais preocupante e que nos obrigaria mesmo a procurar uma farmácia de serviço depois de recorrer aos serviços médicos da mãe do Daniel Reis, que por obra do destino andava por perto.
Eu inclino-me para uma intoxicação alimentar pois para além destes um dos motoristas de serviço do pessoal de Foz Coa também terminou com a mesma sintomatologia.

Depois de feita a fotografia da praxe na zona ribeirinha, já em Gaia, rumámos até à Madalena.

Os banhos, a exemplo do ano passado, tiveram lugar no parque de campismo da Orbitur da Madalena onde, a pretexto da crise que o país vai atravessando, tiveram a distinta lata de nos exigir 5,90 €\pessoa (o dobro do ano passado) e em instalações que deixam muito a desejar.
De futuro bem teremos que procurar outras alternativas a estes especulativos preços.

As famosas francesinhas, tal como no ano passado, foram degustadas no "TAPPAS", bem regadas com muito sumo de ... cevada e onde reinou sempre a boa disposição, quer da rapaziada do pedal quer do "staff" da casa, com muita brincadeira (e algumas picardias) à mistura.
No final a gerência brindou-nos com uma boa dose de sangria.
Fantástico.
Melhor era impossível!

Depois de bem comer e melhor hidratar encetámos a viagem de regresso, quando seriam umas 21,30 horas.

Os "ponta de lança" Carlos Russo (Ninja), Pedro Nunes (alemão) e o Ricardo Janeiro (Jons) aproveitaram a deslocação e ainda foram virar a Santiago de Compostela pelo Caminho Central, mas em btt (grandes malucos!).

Um agradecimento muito especial ao Luís Santos (chapeiro) que este ano, por motivos de saúde não pode participar de forma activa, à Marilin e ao pequeno Diogo (respectivamente esposa e filho do Pedro Nunes) pelo apoio que nos prestaram ao longo de todo o percurso.

Em resumo: Grande dia de ciclismo!

Para o ano haverá mais, com toda a certeza!

Nota mais para o Douro. Definitivamente está na moda. Embarcações turísticas e de recreio às dezenas em ambos os sentidos.


Algumas imagens:


 (Grupo em em Figueira C. Rodrigo)


 (Chegando ao Vila Nova de Foz Coa)


 (O grupo em Vila Nova de Foz Coa)





(Pormenor do "pit stop" em S. João da Pesqueira)


(Em S. João da Pesqueira com o anfitrião - Filipe Carvalho)


(Na Régua)

("Selfie" perto de Mesão Frio)


(O Pedro Nunes de megafone e gafas!)


(Pormenor da pausa do almoço)


(Em Entre-os-Rios)


(Sobre o vão da Ponte do Freixo - Porto)

(Por baixo do tabuleiro da ponte do Freixo)


(Sessão de alongamentos e aeróbica!)


("Selfie" com o Carlos Russo)


(Aguardando pelos mais atrasados)




(O Leonel Alves em grande estilo. Ao fundo a ponde de D. Maria Pia)


(Ponte de D. Luis)


(Foto do grupo na Ribeira - Gaia)


(Ao fundo a ponte da Arrábida)


(Até à Madalena)


(Hidratando, no TAPPAS)


(A famosa francesinha do TAPPAS)


(Gráfico de altimetria e resumo do dia)


NOTA: Podem visualizar ou descarregar o TRACK do percurso aqui